Salton Paradoxo Gewurztraminer 2014

Salton_Paradoxo_Gewurztraminer_2014

Estimados amigos, na semana passada tive o privilégio de ter sido convidado para mais uma edição do Winebar, uma iniciativa de sucesso muito bacana dos blogueiros Daniel Perches e Alexandre Frias: uma vinícola ou importadora é convidada a apresentar alguns de seus rótulos em uma degustação virtual, acompanhada por espectadores, jornalistas, blogueiros e formadores de opinião de todo o Brasil.

Nesta última edição (confira) fomos agraciados com alguns lançamentos da vinícola Salton – entre eles, este interessantíssimo Gewurztraminer da linha Paradoxo, elaborado com uvas da Campanha Gaúcha. Vamos ao vinho:

Cor palha esverdeado, bem clarinho. Aromas de ótima intensidade, lembrando notas vegetais, muito floral e um certo toque de especiarias e mel. Em boca é um vinho com boa acidez, de caráter cítrico. Sabor marcante e refrescante. Bom conjunto em boca. Agradável e sem defeitos. Acompanhará bem pratos leves, peixes ou até mesmo sozinho.

Pessoalmente, não nego, adorei este vinho. Um best buy pelo preço que custa. Meu favorito na degustação. Para o verão que chegando aí é uma ótima pedida.

Quanto custa? 25 reais, com excelente custo-benefício

Saúde!

Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008

Quinta_do_Seival_Castas_Portuguesas_2008

Ah amigos, feliz o dia (a quase três anos atrás) em que adquiri este vinho, na própria vinícola Miolo. Na ocasião , inclusive, fiz um post para registrar nossa visita, que ficou marcada em nossa memória (relembre). Fui com o intuito despretensioso de provar e de adquirir este vinho. Provei, e achei-o muito bom. Comprei a  garrafa já pensando em guardá-lo por um tempo. E toda a vez (normalmente, uma por ano) que eu visitava a vinícola, perguntava para algum enólogo: “Olha só, tenho uma garrafa do Castas Portuguesas em casa, safra 2008, posso já abri-lo ou devo esperar?” E a resposta era sempre a mesma: “abra ele sim, não perca tempo”.

Teimosamente, esperei :) Três anos. Até que neste último inverno visitei a vinícola com um grupo de amigos. Lá fomos muito bem recebidos pelo enólogo Gustavo, que trabalha na casa já a um bom tempo (e eu me lembro bem dele, na primeira vez que lá estive, a coisa de uns sete anos atrás). E ele me disse, ratificando seus colegas, que eu deveria abrir o vinho. Desta vez, obedeci.

O rótulo é um dos mais bem comentados da vinícola. Duas castas lusitanas: Touriga Nacional e Tinta Roriz, com uvas provenientes da região de Candiota, na Campanha Gaúcha. Teve passagem por doze meses por barricas de carvalho. Vamos ao vinho:

Em taça mostrou bela cor rubi avermelhada com leve transparência. Aromas com complexidade muito acima da média e intensos. Notas de frutos maduros, compota, geleia, um ar de especiarias. Em boca é ainda melhor. Acidez leve ainda presente. Corpo médio, macio.  Taninos sedosos. Estilo balsâmico marcante,  com final agradável. Potente,  mas na medida. Um dos melhores vinhos do ano. Em um ótimo momento para abrir. Quem tem um, beba logo, não se arrependerá.

Quanto custa? Na época paguei algo em torno de 50 reais, com excelente custo-benefício. A safra 2011 é vendida hoje no site da vinícola a 60 reais a garrafa.

Saúde a todos!

Valmarino Cabernet Franc Ano XVII 2011 #cbe

Valmarino_Cabernet_Franc_2011

Ah amigos, eu sempre tive uma grande curiosidade acerca deste vinho. Uma, por ser de uma casta que gosto muito, a Cabernet Franc. E outra, pela fama e respeito que ele consolidou nas safras anteriores que já foi lançado. Quando o colega Felipe Silva e Silva do ótimo blog BebadoVinho sugeriu a degustação de um 100% Franc para a edição de outubro da CBE, não tive dúvidas e apostei neste ícone da vinícola Valmarino.

O vinho é parte de uma produção muito limitada, de 1557 garrafas numeradas – abrimos a de número 1252. Uvas 100% de Pinto Bandeira, dando a Indicação de Procedência ao rótulo. Segundo informações do site, passou por malolática completa e 70% do volume estagiou por 17 meses em barricas de carvalho. Álcool a 12,5%, diz o rótulo. Vamos ao vinho:

Bela cor rubi avermelhada, com leve transparência.  Aromas de boa intensidade lembrando furos vermelhos e negros, especialmente ameixa, com notas de especiarias e alguma lembrança herbácea. Bom conjunto ao olfato, muito elegante.  Em boca é um vinho macio, com boa estrutura, corpo médio e acidez correta.  O toque frutado está bem presente, apesar de um tanto ofuscado pela madeira, que deixou o vinho com final levemente adocicado. Boa estrutura e com vocação gastronômica. Um ótimo vinho, apesar de deixar a impressão de que poderia ser mais interessante, não fosse a madeira um pouco sobressaída. É uma excelente sugestão para quem não está acostumado ao consumo de vinho, por ser um exemplar macio, de acidez mais leve e bem agradável de beber.

Quanto custa?  Pela garrafa pagamos 62 reais na Vinhos e Sabores,  com bom custo benefício – mesmo valor do site da vinícola.

Saúde a todos!