Marques de Casa Concha Carmenere 2010

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Estimados amigos, depois de um longo período sem escrever aqui em meu querido blog resolvi retornar com um post sobre um vinho que degustamos ainda no verão – aproveitamos um dia de temperaturas mais amenas para provar este que é um dos ícones da viticultura chilena – o Carmenère da linha Marques de Casa Concha, elaborado pela megavinícola Concha y Toro.

Devo confessar que não sou tão chegado aos vinhos badalados (ou “pops”). Normalmente carregam no rótulo (e no preço) mais do que aquilo que realmente oferecem ao consumidor. Sem contar que a maioria dos enochatos faz questão de se vangloriar ao dizer que experimentou este ou aquele vinho; e posso garantir amigos que muitas vezes temos opções melhores bem mais em conta.

Todavia, minha curiosidade foi maior que meus princípios e resolvi experimentar. O vinho é elaborado com 100% de uvas Carmenère oriundas do Vale de Rapel e tem passagem por 18 meses em barricas de carvalho francês. Vamos ao líquido:

Vinho de cor rubi muito escuro, daqueles que mancham os dentes e as paredes da taça. Aromas muito intensos. Muita madeira no início, mas se dissipando aos poucos (paciência e calma são imprescindíveis). Aí vão aparecendo muitos frutos negros, especiarias, geléia, compota e uma levíssima nota herbácea  fechando o conjunto olfativo com boa complexidade.

Em boca é um vinho muito estruturado e encorpado, com acidez muito leve e discreta. A madeira está um pouco sobressalente, infelizmente, mas o vinho tem personalidade e carrega as características do nariz no paladar. Taninos firmes e rústicos, secando a boca. Final encorpado e potente – álcool a 14,5%, na medida. Pede comida.

Belo vinho, chileno típico. Madeira um pouco em excesso. Mas mesmo assim, a experiência é (bem) válida. Recomendo. Aqui no Brasil os preços variam, girando em torno de 125 reais. Em um free shop da fronteira paguei bem menos, algo como 50 reais.

Saúde a todos!

Espumante Salton Reserva Ouro Brut

Espumante_Salton_reserva_Ouro

Amigos, este foi um dos três produtos degustados no último Winebar, que contou novamente com a presença dos rótulos da Vinícola Salton.

Eu já havia provado o Reserva Ouro em degustações e eventos, mas a muito tempo tinha  a vontade de experimentá-lo com a devida calma e na tranquilidade do lar (como costumo sempre dizer, rsrs). Fiquei feliz em receber este espumante para provar – até parece que leram meus pensamentos.

Segundo informações da vinícola, o espumante é elaborado através de um corte composto por 70% de Chardonnay, 20% de Pinot Noir e 10% de Riesling. O interessante é que 20% do vinho foi fermentado e conservado em barris de 225 litros de carvalho novo, norte-americano. A tomada de espuma foi realizada pelo método Charmat, com doze meses de contato com as leveduras. Mas vamos às borbulhas!

Em taça mostrou-se com Perlage fino, abundante e persistente, formando uma bela coroa de espuma. Aromas lembrando frutas brancas cítricas, talvez lima. Lembra muito o brut de rótulo azul, da mesma vinícola, no olfato. Em boca é realmente empolgante: leve acidez, com aquele toque cítrico bem presente, confirmando as impressões do nariz. Bem equilibrado, e com boa cremosidade – e neste ponto, creio que se difere, de fato,  do brut da linha de entrada.

Agradável e bom de beber. Ótima compra. Vendido atualmente na faixa dos 40 reais. Boa pedida para quem quiser um charmat diferenciado.

Nota: Esta garrafa nos foi gentilmente enviada pela vinícola para degustação, em razão do Winebar.

Saúde a todos!

Provamos (e Aprovamos!) a Nova Linha de Cervejas da Perini

Cervejas_Matarelo_Vinicola_Perini

Estimados amigos, já fazia um bom tempo que eu me perguntava se deveria escrever sobre cervejas. Não que o blog irá mudar seu estilo etílico ou que poderá trocar de nome, longe disso. Mas de fato, devo confessar, sou sim um apreciador de cervejas. As boas, especialmente. Talvez não tanto quanto goste dos vinhos, mas acredito fortemente que a cerveja tenha sim o seu momento de ser apreciada, como qualquer bebida. Convenhamos: quem nunca saboreou, por exemplo, uma porção de violinha à beira da praia acompanhada de uma BOA cerveja, não sabe o que está perdendo!

E dentro deste cenário, escrevo aqui neste modesto blog, meu primeiro post sobre o tema. E um post acompanhado de uma novidade, já divulgada a alguns dias : a Vinícola Perini, já muito bem conhecida pela qualidade de seus vinhos e espumantes, apresentou recentemente ao mercado uma linha de cervejas artesanais, a Matarelo. O nome é alusivo à cidade localizada na região do Trento, origem da família.

A linha é composta por quatro cervejas. Tive o privilégio de ter recebido  de presente com um conjunto de garrafas para experimentar. Não tive dúvidas: convoquei meu irmão e minha cunhada para juntar-se a nós e compor um time para degustação. Foi uma verdadeira festa aqui em casa, regada a cervejas de alto nível acompanhadas por ótimas pizzas feitas pela minha esposa.

A seguir, segue um breve descritivo de cada rótulo, acompanhadas de um pequeno resumo das impressões que tivemos de cada cerveja:

Matarelo American Lager – Cerveja do tipo Pilsen, de baixa fermentação, com 5% de álcool. Uma cerveja bastante tradicional, de um estilo bem conhecido no Brasil. Bom corpo e amargor equilibrado. Compra segura.

Matarelo Weiss – Cerveja de trigo, de alta fermentação, com 5% de álcool. Cerveja de cor dourada escura, com aromas complexos lembrando caramelo, mel e um certo tostado leve. Boa complexidade. Encorpada. Sem dúvidas, a favorita da linha na opinião de todos lá em casa. Fortemente indicada; concorre muito bem com importadas do mesmo estilo.

Matarelo Red Vienna Lager – Cerveja Vermelha, de baixa fermentação, com 5,3% de álcool. Cor lembrando cobre, escuro. Aromas não tão intensos quanto a Weiss, mas agradáveis. Muito volume em boca, boa cremosidade e amargor levemente acentuado. Gostei. Depois da Weiss é minha melhor indicação. Boa pedida para acompanhar pratos mais estruturados.

Matarelo Munich Dunkel – Cerveja Escura, de baixa fermentação, com 5% de álcool. Aromas de tostado agradáveis. Boa cremosidade, com o toque tostado defumado deixando a cerveja agradável de beber – ao contrário de outras escuras que são mais travadas no paladar. Uma boa opção.

Em tempo: o preço de cada cerveja deverá ficar em torno de 15 reais.

Saúde a todos!

Nota: As cervejas nos foram gentilmente enviadas pela assessoria de imprensa da Perini, para degustação.