Catena Cabernet Sauvignon 2008

Amigos, nada melhor em um final de semana de temperatura amena do que um vinho para acompanhar um belo jantar. Escolhi este Cabernet argentino para acompanhar uma lasanha de queijos feita pela minha esposa.

Este rótulo é um famoso produto da renomada vinícola argentina – possivelmente uma de suas maiores – a gigante Catena Zapata.  O vinho é elaborado com uvas Cabernet Sauvignon de dois vinhedos: o de Agrelo (40%) e o de Tupungato (60%) e estagia por 12 meses em barricas de carvalho, sendo 80% francesas (30% novas) e 20% americanas (100% novas). Possui 13,5% de álcool.

Vinho de coloração rubi intenso, com reflexos violáceos e várias lágrimas rosadas marcando de leve a taça. Aromas tímidos no começo – vinho que merece uma aeração (ou certa ‘paciência’ na taça). Aos poucos os aromas revelam grande complexidade; frutas negras maduras como ameixa preta, notas herbáceas, certa mineralidade e uma leve lembrança adocicada lembrando chocolate. Em boca confirma a complexidade: tem boa acidez, é encorpado, com bom volume e estrutura. Taninos elegantes e bem presentes, mas ainda deixando o vinho macio e com certo frescor. Frutado confirmando o olfato. Algumas notas de especiarias, pimenta e leve tostado no final. Retrogosto com lembrança de frutas e das especiarias. Igualmente complexo em boca. Detalhe: madeira muito discreta, sem se sobressair em absoluto.

É tudo o que alguém pode esperar de um Cabternet Sauvignon – e mais um pouco. Apesar de ser um varietal (100% CS) demonstrou complexidade – um vinho difícil para um leigo como eu analisar. Merecia mais tempo para abrir os aromas, mas mesmo assim foi satisfatório sem dúvida. É gastronômico e pede comida – para bebericar eu não recomendaria. Isento de defeitos, exceto talvez pelo preço um pouco salgado: custa em torno de 72 reais.

Saúde!

Nota: 4,0 (Muito Bom)

Cava Freixenet Cordon Negro Brut

Amigos, este é um tradicional Cava espanhol, produzido na região da Catalunha. Possivelmente a Cava Freixenet figure entre os espumantes mais consumidos e conhecidos mundialmente, especialmente com grande popularidade entre o público jovem.

É elaborado com o tradicional assemblage das uvas Macabeo, Parellada e Xarel-lo, com segunda fermentação em garrafa ocorrendo num período entre 18 e 24 meses. Possui 12% de álcool. Alusivo ao nome do espumante, a garrafa do produto é preta opaca – muito bonita, diga-se de passagem; uma bela sacada de marketing e apresentação. Mas vamos ao líquido:

Na taça apresentou coloração amarelo palha claro. Perlage abundante, sonoro e persistente, com borbulhas finas e algumas poucas médias. Aromas de frutas brancas frescas (não distingui nenhuma em especial) além dos clássicos aromas da fermentação de pão, fermento e um toque amanteigado. Em boca tem boa acidez, frutado de leve e boa cremosidade. Ausência de amargor, com final seco e agradável.

É um belo espumante, muito correto e bem-feito, apesar do custo um pouco elevado (atualmente, em torno de 50 reais). Curiosamente, achei que a versão demi-sec da Freixenet (a não menos famosa “Carta Nevada”) é mais interessante que a brut, apesar de normalmente eu preferir esta última – tentarei postar aqui no blog em breve.

Saúde!

Nota: 3,0 (Bom)

Alto das Figueiras Merlot 2009

Estimados amigos, acho que poucas vezes na curta história deste singelo blog apareceu um vinho tão bem recomendado e tão bem comentado pelos amigos blogueiros Brasil afora.

Este é um belo exemplar da Copetti-Czarnobay, que também elabora um excelente espumante que já comentamos aqui no blog (relembre). Este belo rótulo intitulado Alto das Figueiras é um Merlot com uvas provenientes de vinhedos de Encruzilhada do Sul, onde está estabelecida a vinícola. Possui teor alcóolico de 13%. Segundo informação do blog Vinho Para Todos do amigo Gil Mesquita, metade do vinho passa por barricas francesas de segundo uso. Pertence a uma produção limitada de tão somente 2.000 garrafas – abrimos a de n. 1.432. Vamos ao vinho:

Coloração rubi intensa avermelhada, bem bonita. Lágrimas largas e marcantes manchando a taça. Aromas de boa intensidade, muito agradáveis; destaque para frutas vermelhas, como ameixa e framboesa, entre várias outras. Alguns aromas de carvalho e baunilha também compõe o conjunto, mas sem se sobressair muito. Em boca tem excelente acidez, bom corpo e boa estrutura. Taninos macios, deixando a língua seca. Boa presença do frutado relembrando a framboesa e dando sensação de compota e groselha. Final de boca intenso, com lembrança de algo adocicado, talvez chocolate, além de um toque tostado no final de boca.

Vinho de muita qualidade e ticipicidade. Complexo. Vale cada centavo. Faz jus a fama que ganhou, pois é merecida. Pode ser que ainda evolua um pouco com a guarda, mas já pode ser bebido agora, com certeza. Pela garrafa pagamos 37 reais na Vinhos e Sabores, com ótima relação custo-benefício.

Saúde a todos!

Nota: 5,0 (Excelente)

Espumante Casa Valduga Blush 2009

Amigos, hoje é dia das mães! Aproveito para mandar um abraço a todas as mães, em especial um beijo para a minha, uma das minhas duas maiores incentivadoras deste singelo blog. Escolhi este espumante para marcar este dia tão especial: seu rótulo com bordas e tons rosas sem dúvida tem um “q” de cativar o público feminino – o que com certeza deve surtir efeito.

O Blush é um espumante rosé, elaborado através do Método Tradicional com o uso das castas Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%). O fato de ser safrado o torna um produto elegante. As leveduras permanecem por 25 meses em contato com o espumante na maturação. Possui álcool a 12% e açúcar de 9 g/l.

A apresentação do espumante é belíssima: lindo rótulo; rolha e gaiola de boa qualidade. Na taça o espumante apresentou uma bonita coloração salmão, puxando para um tom alaranjado, lembrando cobre. Belo perlage, com borbulhas finas, persistentes e barulhentas, formando uma fina coroa na borda da taça. No nariz é leve e agradável lembrando o clássico aroma de pão – comum de ser notado no método champenoise. Aos poucos notam-se notas de frutas adocicadas (não distingui nenhuma em especial) e um leve floral, tornando o conjunto bem interessante. Em boca é tão atrativo quanto: boa acidez, muito bem equilibrada a cremosidade, resultando em um espumante bem harmônico e agradável. Ausência total de amargor ou quaisquer defeitos. Final com a presença marcante do amanteigado. Refrescante e estruturado ao mesmo tempo.

Para quem gosta de espumantes rosé como nós aqui de casa, este é uma sugestão muito interessante. Vale a pena conferir, é daqueles que dá vontade de tomar por muito tempo. Espumante muito bem feito, correto e elegante. Aprovado. Pela garrafa pagamos em torno de 40 reais, no varejo da vinícola.

Nota: 4,0 (Muito Bom)

Trapiche Roble Malbec 2009

Amigos, este é um rótulo da conhecida vinícola Trapiche, facilmente encontrado à venda em supermercados. Esta linha roble se caracteriza por vinhos com passagem por madeira – este malbec, por exemplo, estagiou 9 meses em barricas de carvalho francês e americano. Possui 14% de álcool. Pelo que pude ver no site da vinícola, é uma linha específica para exportação.

Em taça apresentou coloração rubi escuro, com reflexos violáceos e lágrimas quase transparentes. Aromas de boa intensidade, com notas de frutas vermelhas e negras maduras, carvalho, baunilha e um toque adocicado lembrando um floral, dando um ar perfumado ao vinho, eu diria. Em boca é um vinho encorpado, com acidez mediana. Frutado aparecendo bem, apesar da madeira estar sobressaindo um pouco demais. Boa estrutura. Final seco e potente, com álcool um pouco acima do ideal.

Um vinho que não chega a empolgar mas que não é uma má compra. É honesto em relação ao preço – 32 reais. O final é um pouco quente, o que incomodou um pouco. Não recomendaria como um vinho para bebericar: um prato mais pesado, como uma boa carne, sem dúvida harmonizará melhor com a estrutura do vinho.

Saúde!

Nota: 3,0 (Bom)