Amigos, nada melhor em um final de semana de temperatura amena do que um vinho para acompanhar um belo jantar. Escolhi este Cabernet argentino para acompanhar uma lasanha de queijos feita pela minha esposa.
Este rótulo é um famoso produto da renomada vinícola argentina – possivelmente uma de suas maiores – a gigante Catena Zapata. O vinho é elaborado com uvas Cabernet Sauvignon de dois vinhedos: o de Agrelo (40%) e o de Tupungato (60%) e estagia por 12 meses em barricas de carvalho, sendo 80% francesas (30% novas) e 20% americanas (100% novas). Possui 13,5% de álcool.
Vinho de coloração rubi intenso, com reflexos violáceos e várias lágrimas rosadas marcando de leve a taça. Aromas tímidos no começo – vinho que merece uma aeração (ou certa ‘paciência’ na taça). Aos poucos os aromas revelam grande complexidade; frutas negras maduras como ameixa preta, notas herbáceas, certa mineralidade e uma leve lembrança adocicada lembrando chocolate. Em boca confirma a complexidade: tem boa acidez, é encorpado, com bom volume e estrutura. Taninos elegantes e bem presentes, mas ainda deixando o vinho macio e com certo frescor. Frutado confirmando o olfato. Algumas notas de especiarias, pimenta e leve tostado no final. Retrogosto com lembrança de frutas e das especiarias. Igualmente complexo em boca. Detalhe: madeira muito discreta, sem se sobressair em absoluto.
É tudo o que alguém pode esperar de um Cabternet Sauvignon – e mais um pouco. Apesar de ser um varietal (100% CS) demonstrou complexidade – um vinho difícil para um leigo como eu analisar. Merecia mais tempo para abrir os aromas, mas mesmo assim foi satisfatório sem dúvida. É gastronômico e pede comida – para bebericar eu não recomendaria. Isento de defeitos, exceto talvez pelo preço um pouco salgado: custa em torno de 72 reais.
Saúde!
Nota: 4,0 (Muito Bom)




