Espumante Casa Valduga 130

Grandes amigos, já fazia algum tempo que eu não falava a respeito daquela miniconfraria de vinhos e espumantes que fazemos aqui em casa. Ressalto o “mini” não pelo fato da confraria ter poucos integrantes, mas para dar na verdade um ar mais informal ao evento, já que se trata apenas de um jantar entre amigos interessados em garimpar rótulos interessantes. Já tivemos uma 1ª edição (relembre) e uma 2ª edição (relembre), com bons momentos e bons vinhos.

Nosso 3º encontro ocorreu mês passado e na correria acabei não escrevendo um post alusivo especificamente sobre ele. Na ocasião degustamos três espumantes, sendo que um deles já foi inclusive publicado aqui no blog – o Cava Cristalino Rosé Brut (relembre). Degustamos também um prosecco que não agradou muito – não sei se não havia inclusive algum problema com o espumante – e preferi não postá-lo. Todavia, o terceiro rótulo que provamos é este que vos apresento – o preferido da noite por sinal.

O 130 é um espumante que dispensa apresentações. Muito já foi dito e comentado em diversos blogs e sites e elogios é o que não faltam para o espumante, que figura nas primeiras posições de inúmeros rankings pelo Brasil afora. É produzido pelo método tradicional com um corte clássico de chardonnay e pinot noir – como os champagnes franceses – permanecendo em contato com as leveduras na segunda fermentação por 48 meses. Possui 13% de álcool e sofreu degola (dégorgement) em 2011. O nome do espumante é uma homenagem aos 130 anos da chegada dos imigrantes da família Valduga ao Brasil.

O visual da garrafa já é um show a parte: possui um formato diferenciado, fugindo do padrão convencional, de cor escura com coloração marrom/âmbar. Bonito e elegante rótulo, com rolha e gaiola de ótima qualidade.

Na taça apresentou coloração amarela, com tom dourado. Efervescência de poucos segundos. Perlage fino, persistente e de boa intensidade, formando fina coroa de espuma na borda. Aromas de boa intensidade e complexos, com frutas cítricas em evidência, notas minerais e lembrança de pão tostado. Em boca é ainda mais atrativo: muito boa acidez, refrescante, com frutado aparecendo bem. Complexo e com boa cremosidade. Final seco e marcante.

É sem dúvida um dos melhores espumantes nacionais e talvez o campeão no quesito relação custo-benefício. É muito correto e com personalidade e elegância indiscutíveis. Vale a pena experimentar. Compramos em uma promoção na Vinhos e Sabores por 50 reais. Saúde!

Nota: 5,0 (Excelente)

2 comentários para Espumante Casa Valduga 130

  1. Marcelo says:

    Esse é realmente um dos melhores espumantes brasileiros. Uma identidade típica, singular. Um diferencial que começa na garrafa, muito bem observado.
    Lembro de ter degustado esse espumante quando ainda era uma versão especial da Valduga. Impressionante na época. Inclusive guardei um daquela safra e degustei posteriormente, nossa, excelente até depois da guarda. Lógico sem a presença marcante de aromas primários, mas sem nenhuma deterioração.
    Esse espumante conserva uma vivacidade incrível, considerando que fica em contato com as leveduras durante um logo período.
    Considero ele completo, tanto para recepções como para entradas, é inclusive gastronômico.
    Tem ótima acidez, aromas refrescantes, florais e frutado bem marcantes, uma cremosidade e untuosidade de boa intensidade (não ficando enjoativo) e um final de amêndoas e castanhas, pão e torrado (clássico) e fermento (bem aromático). Um bom retrogosto, de média intensidade, mas que conserva um aroma amendoado e alguma coisa que lembra damascos…… ficando um “amanteigado” na boca. Achei sensacional e formidável pela versatilidade desse espumante. Quase o número um do Brasil…..espumante com características bem brasileiras.
    Agrada em qualquer ocasião. Concordo, nota 5,0 (excelente)

    Agora só falta a Maria Valduga !!!!

    • tiagobulla says:

      Marcelo, muito obrigado pelo seu comentário – ele valoriza muito o meu post!
      É um espumante singular mesmo, como disseste.
      O Maria Valduga está em uma faixa de preço um pouco alta demais para este humilde blogueiro, mas quem sabe um dia? :)
      Abraço
      Tiago

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