Uma Ótima Dica de Vinho de Sobremesa: Salton Intenso Licoroso

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Não é comum termos aqui no blog os chamados “vinhos de sobremesa” – nome pelo qual pelo menos eu procuro me referir àqueles vinhos mais alcoólicos e com o teor de açúcar mais elevado; típicos exemplares propícios para acompanhar justamente as sobremesas (isso quando o vinho em questão não é “A” sobremesa em si). Queria amigos, contudo, ter mais oportunidades de experimentar esta classe de vinho, o qual temos poucas opções no mercado. Já ouvi dizer, inclusive, que a serra gaúcha seria um Terroir bem propício para a elaboração destes exemplares – mas é assunto para outro post, chegaremos lá.

Pois bem, o exemplar de hoje é elaborado pela Salton, e foi comentado no Winebar onde alguns rótulos da vinícola foram degustados – confira aqui como foi. É elaborado exclusivamente com a variedade Chardonnay, com uvas colhidas na Serra Gaúcha. O vinho recebe amadurecimento em barricas de carvalho de segundo uso, utilizando-se o chamado método da Método da “Solera”, que consiste em empilhar barris de forma que os vinhos mais antigos fiquem embaixo e os mais novos no topo. Uma porção do vinho dos barris mais antigos é retirada e engarrafada. A parte utilizada é reposta com vinho dos barris imediatamente acima, e assim sucessivamente. Finalmente, o barril do topo é completado com vinho novo. Portanto amigos, o vinho neste caso não é safrado – é um blend de safras, pode-se dizer, o que de certa forma ajuda a manter suas características ano a ano. Continue reading

Concha y Toro Late Harvest Sauvignon Blanc 2007

Grandes amigos, demorou mas eis que finalmente surge neste singelo blog um vinho de sobremesa, vinhos estes que possuem uma proposta diferenciada,voltados para o consumo após as refeições (daí o nome). É o primeiro do blog e confesso que é o primeiro que experimentei, portanto minha opinião pode estar um pouco equivocada, mas faz parte. Afinal, estamos aqui para aprender, não é mesmo?

Este é um vinho chileno da gigante Concha y Toro que leva no rótulo a denominação Late Harvest, que em bom português conhecemos como Colheita Tardia. Ou seja, as uvas neste caso são colhidas mais tarde, e por isso contam com um grau de maturação e  concentração de açúcar bem maior que os demais vinhos, resultando em um vinho doce, adequado para o consumo após as refeições ou acompanhando a sobremesa e pratos adocicados. Este exemplar é na verdade um corte de 85% de Sauvignon Blanc, 10% de Riesling e 5% de Gewürztraminer, com álcool a 12%. A garrafa é de 375 ml, típico deste tipo de vinho. Vamos ao líquido:

Em taça tem uma coloração muito bonita, um amarelo brilhante com reflexos bem dourados, chamando a atenção. Aromas vegetais e de maracujá no início, com notas florais e de mel aparecendo aos poucos. Em boca é um vinho com muita cremosidade e muito, muito, muito doce. O toque de mel é bastante presente, ofuscando um pouco talvez o frescor que poderia haver, deixando o vinho um pouco cansativo.

É um vinho interessante e muito aromático amigos, mas confesso que para meu gosto pessoal achei adocicado demais. Acho interessante a proposta, embora eu preferisse um vinho menos doce, mais equilibrado. De qualquer forma, com certeza valeu a experiência. A quem for experimentar, uma dica: beber o mais gelado possível. Compramos o vinho em um free shop de Rio Branco; aqui no Brasil pode ser encontrado no site da Expand por 48 reais.

Saúde a todos!