Simplesmente o Melhor Rosé que já Provamos: Rocio Reserva Rosé Malbec 2015

Rocio_Rose_Malbec_20xx

Estimados amigos, dia de post com vinho rosé é sempre muito especial. Digo isto porque nem sempre é fácil encontrar um bom vinho rosé, com aromas intensos e paladar agradável e instigante. Confesso que a busca às vezes é cansativa e já me deparei inúmeras vezes com vinhos deste tipo com pouca intensidade de aromas e paladar um tanto simplório. Mas quando encontramos um belo rosé é algo digno de festa e, com certeza, de post aqui no blog.

Como sabem, todos os meses a Winelands seleciona cinco vinhos para a livre escolha de seus associados – e eis que entre eles sempre temos um rosé. Na seleção dos vinhos de fevereiro, particularmente, o rosé em questão estava muito bem indicado na descrição do site, o que chamou minha atenção. Eis que resolvi experimentá-lo, felizmente, e posso lhes garantir amigos: é o melhor vinho rosé que já experimentei, sem qualquer sombra de dúvida.

O exemplar é elaborado com uvas Malbec pela Viñas de America del Sur, tradicional produtor que elabora vinhos desde 1904 (!) na região de Mendoza. Tem passagem de 9 meses em barricas de carvalho francesas e americanas – algo pouco comum para vinhos rosés, o que transmite uma curiosidade fascinante a qualquer enófilo. Continuar Lendo

Campos de Cima Irene Antonietta Rosé 2014

Campos_de_Cima_Irene_Antonietta_Rose_2014Queridos amigos do blog, garanto-lhes que o vinho de hoje pode ser considerado um marco na viticultura brasileira. Explico: encontrar um vinho rosé nacional já é uma tarefa difícil – por aqui, infelizmente por preconceito, creio, temos poucos vinhos rosés. Uma lástima, diga-se de passagem. E se a tarefa for encontrar um bom exemplar rosado então, nem se fala – às vezes já é difícil até mesmo encontrar um rosé interessante entre os importados – e eis que quando encontramos, os preços acabam por ser elevados na grande maioria das vezes. Pois bem: aqueles que, assim como eu, apreciam um belo vinho rosé, já podem comemorar.

A Vinícola Campos de Cima lançou recentemente este belo exemplar, batizado de Irene Antonietta – em homenagem à avó materna da proprietária da empresa, Hortência Ravache Brandão Ayub. O rótulo é um assemblage da safra 2014, elaborado à moda de Provence com uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, provenientes da região da Campanha Oriental – mais precisamente dos arredores de Itaqui, onde a vinícola tem seus vinhedos. À exemplo do ótimo Viognier que comentamos outro dia (relembre) este rosé também foi elaborado sob supervisão do enólogo francês Michel Fabre. A produção é limitada a tão somente 1600 garrafas, numeradas – abrimos a de número 319. Vamos ao líquido:

Em taça mostrou coloração de casca de cebola,  clara. Aromas delicados mas muito agradáveis e complexos.  Notas frutadas lembrando frutos vermelhos frescos,  framboesa e leve tangerina, além de uma certa lembrança floral e de notas herbáceas.  Em boca é ainda mais interessante,  com uma acidez que poucas vezes percebi em um vinho: intensa, mas na medida e marcando o paladar. Notas frutadas confirmado o olfato.  É leve e muito refrescante,  macio de beber e muito agradável,  embora ainda tenha estrutura e untuosidade para acompanhar pratos como saladas, peixes (salmão cairia super bem) e risotos. Álcool a 13%,  sem incomodar.  Final marcante e muito correto, sem amargor ou quaisquer defeitos.

Um vinho maravilhoso – não tenho outra definição. Merece e vale a pena ser provado. Quem sabe não estejamos diante do nascimento de uma nova etapa de nossa enologia, com belos e fascinantes rosés? Tomara!

Quanto custa? Segundo informações da assessoria de imprensa da vinícola, o rótulo será comercializado por cerca de 40 reais. O preço é muito atrativo para um vinho com esta qualidade e bate muitos importados até mais caros – lhes asseguro.

Saúde a todos!

Nota: este vinho nos foi gentilmente enviado pela vinícola para degustação

Tremendus Clarete Rosado Garnacha Viura 2011 #cbe

Tremendus_Clarete_Rosado_Garnacha_Viura_2011

Grandes amigos, como manda a tradição, todo o dia 1º de cada mês temos o nosso post especial para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Para esta edição, coube ao confrade Alexandre Frias do blog Diário de Baco, a escolha do tema. E então ele  propôs que “aproveitando esse inicio da primavera, minha sugestão é um Rosé do Velho Mundo, sem limite de preço”. Nada mal hein?

Escolhi quase que aleatoriamente – na intenção de experimentar mesmo – este exemplar da região de Rioja, elaborado pelo produtor Honorio Rubio, com 50% de Grenache e 50% de Viura. Vamos ao que achei dele:

Cor de casca de cebola, clara e brilhante. Aromas um tanto discretos, lembrando frutas vermelhas (mas ao longe). Em boca é mais interessante. Vinho com ótima acidez, muito agradável e com um saboroso toque de frutas vermelhas. Final envolvente, com retrogosto frutado, de boa duração. Sem defeitos ou sensações desagradáveis.

É um vinho muito interessante ao paladar, que chama a próxima taça. Refrescante ao extremo. Acompanhou muito bem um salmão assado. Aprovadíssimo em boca, embora um pouquinho tímido ao nariz. Mesmo assim, aqueles que não se propõe a examinar os aromas vão se deliciar com um vinho muito equilibrado e saboroso. Indico a compra. Pela garrafa paguei 42 reais no site da Wine, com bom custo benefício.

Saúde a todos!

Villa Francioni Rosé 2011 #cbe

Villa_francioni_Rose_2011

 Estimados amigos do blog, como já é de costume em todo o início de mês, temos hoje o nosso post especial para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Para quem ainda não sabe esta é a primeira (e talvez única) confraria de vinhos virtual do Brasil, em que os participantes degustam os vinhos em suas casas e postam, em todo início de mês, suas impressões sobre o vinho degustado. Este mês coube à blogueira Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos escolher o tema. E ela sugeriu criativamente que cada confrade abrisse “um vinho sobre o qual vc não tem muitas referências, mas que ‘foi com a cara’ dele pelo seu visual”. Cá entre nós: quem nunca comprou um vinho por que achou o rótulo diferente, bonito ou chamativo? Julgo que o  tema é mais do que pertinente e tem tudo a ver com o mundo do vinho; afinal, é com a visão que tudo começa não é mesmo?

Pois bem, eu não tinha em casa nenhum vinho específico que eu tivesse comprado especificamente em função do rótulo… O jeito foi sair para despertar minha curiosidade (risos). Fomos então à loja do sr. Osmar, em São Leopoldo. A tempos eu estava devendo uma visita à sua bela adega, uma das mais variadas do estado, possivelmente. E lá passeei meus olhos por aqui e por ali até que de repente me deparei com esta garrafa da foto. E que garrafa. De formato inusitado – lembrando de certa forma um perfume pela forma quadrada – além de transparente, deixando o belo líquido à mostra. Uma aula de apresentação e valorização da mercadoria. Parece que há algo nela que diz “me leve”. Confesso amigos que não sou um entusiasta dos vinhos rosés (eles são, infelizmente, uma minoria aqui no blog). Mas a apresentação deste produto (que eu de fato não tinha maiores informações) me levou a querer muito experimentar o vinho.

Este é o rosé da elegante Villa Francioni, uma das mais fortes vinícolas da serra catarinense e que elabora excelentes vinhos. Anseio por um dia fazer uma visita a sua propriedade em São Joaquim para provar seus produtos. Este vinho é um assemblage formado por uma grande variedade de uvas:  Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec, Merlot, Syrah, Sangiovese, Pinot Noir e Petit Verdot. Tem 13,4% de álcool. Aparentemente não tem passagem por barricas. Vamos ao líquido:

Coloração clara, vermelho salmão, lembrando cobre, com  transparência. No nariz, muita complexidade. Presença de frutos vermelhos frescos, em especial cereja. Leve toque herbáceo se fazendo presente, dando um certo aroma de bosque. Muito agradável ao nariz, embora eu acredite que possa ter faltado intensidade (característica de quase todos os rosés que já experimentei). Em boca é um vinho macio, com bom volume. Frutado presente,  deixando o conjunto cítrico, com boa acidez. Refrescante, aliando certa cremosidade. Final de média duração, correto e agradável.

Amigos, um belo vinho. Excelente, especialmente no paladar. Acompanhou muito bem uma  tainha e uma anchova assada que fizemos. Repetiria a dose, sem problemas. Definitivamente, não é simplesmente um vinho de rótulo bonito: é um ótimo rosé nacional, com bom custo-benefício. Pela garrafa pagamos 55 reais na Osmar Vinhos.

Saúde a todos!