Intrigo Cabernet Sauvignon Rubicone 2012 IGP

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Amigos, daquela inesquecível viagem à Itália que fizemos ao final de 2014 ainda restam vinhos que experimentei e que não posso deixar de compartilhar aqui no blog.  Um deles é este interessante Cabernet Sauvignon que gentilmente ganhamos de nosso amigo italiano Francesco – que, além deste rótulo, também nos presenteou com outro tinto e um belo espumante, elaborados por sua família em Faenza, na região da Emilia-Romagna. O produtor leva inclusive o nome da comuna: Cantina Faenza.

Este belo Cabernet Sauvignon foi elaborado com uvas cultivadas ao sul da propriedade em Faenza e leva a Indicação Geográfica Protegida (IGP) ostentada no rótulo – tem certa equivalência com o IGT que estamos mais acostumados. Passou por período de descansando de 12 meses antes de ser engarrafado, os quais 3 meses foram em barricas. O vinho pertence a  uma linha que poderíamos chamar “de entrada” da vinícola, chamada “La Botte” – do italiano, “o barril” – que agrega os vinhos com  classificação IGT. Mas vamos ao líquido:

Em taça o vinho mostrou cor vermelho rubi com leve transparência. No nariz os aromas aparecem bem frutados, com notas de ameixa, amora e frutas negras em geral – sem aquela nítida lembrança do pimentão verde, que alguns gostam – eu particularmente não aprecio, mas é questão de gosto pessoal. Em boca é um vinho de corpo médio, macio de beber e com taninos finos e leves. Essencialmente seco, o que considero característica positiva – parece óbvio, mas não é incomum encontrarmos vinhos que às vezes as características frutadas conferem certo dulçor no paladar, deixando-o enjoativo.

Aprovado, gostei da experiência de provar um Cabernet da Itália e fiquei feliz com o presente de nosso amigo. Um tinto italiano é sempre muito bem-vindo 🙂

Saúde a todos!

Uma Grata Experiência: Degustando um Angheben Elaborado com uvas Rebo

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Estimados amigos, como todos sabem, tenho um grande carinho pela vinícola Angheben. Ouso dizer que é uma das vinícolas que me fez gostar de vinho e que me cativou a querer sempre saber mais sobre esta bebida tão fascinante e a explorar este universo. Sempre fui muitíssimo muito bem recebido na vinícola pelo Eduardo e seu pai Idalêncio, dois anfitriões exemplares. Continuar Lendo

Château Capet-Guillier Grand Cru Saint-Emilion 2009

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Estimados amigos, não são poucas as vezes que as pessoas me questionam sobre qual é meu vinho preferido ou qual seria o melhor vinho que já experimentei. Às vezes confesso que eu mesmo me faço esta pergunta e não consigo chegar a uma conclusão. E é estranho para alguém que não tem sequer trinta anos e que só escreve seu blog a dois emitir tal opinião, haja visto que a experiência do redator é modesta (risos).  Contudo, acho que esta semana tenho a resposta ou, pelo menos, me arrisco de peito aberto a registrá-la por aqui.

Pela segunda vez na vida tive a oportunidade de provar este belíssimo Bordeaux. A primeira foi em uma visita à Vinícola Domno (relembre) no final do ano passado. E eis que nesta semana nos reunimos no Scantinato di Peppo – belíssimo Winebar de Porto Alegre, um dos mais bonitos e aconchegantes em que já estive – para mais um encontro dos amigos da Confraria Bom Vin, formada por jornalistas, blogueiros e formadores de opinião aqui do sul – a qual me orgulho de fazer parte. A proposta deste último encontro foi dar um giro pelo mundo vitivinícola com seis vinhos importados pela Domno do Brasil, um de cada país. Tivemos a oportunidade de provar vinhos do Chile (Yali Carmenérè 2011), da Argentina (Tomero Cabernet Sauvignon 2010), de Portugal (Romeira Reserva 2010), Espanha (Nexus Cosecha 2011, de Ribera Del Duero), Itália (Cortevecchia Chianti Clássico 2008, da Principe Corsini) e por fim, este do título do post, o melhor vinho que já provei até hoje 🙂 A condução dos trabalhos foi do enólogo Lucas Sartori, acompanhado do diretor-administrativo, Jones Valduga – a quem agradecemos por atender nosso convite e proporcionar uma bela noite aos confrades.

Pois bem amigos, o Chateau Capet-Guillier é um típico corte de Bordeaux, formado por 80% de Merlot e 20% de Cabernet Sauvignon, com uvas provenientes da região de Saint-Emilion. O corte estagiou em barricas francesas por 16 meses. O vinho é elaborado pela Antoine Moueix e leva a denominação Grand Cru, umas das mais elevadas AOC francesas. O vinho custa no Brasil 208 reais e na França está esgotado, conforme nos foi passado pelo pessoal da Domno. Não é para menos. Vamos ao líquido:

Em taça mostrou bela cor rubi escuro, vermelha, com reflexos grená. No nariz o aroma evidente de frutas vermelhas e uma certa compota, com muita intensidade. Complexo. Em boca a sensação de frutas é evidente, confirmando o nariz. Um toque de especiarias também acrescenta estrutura ao conjunto, com os taninos bem equilibrados. Mostra-se com leve toque mentolado, com excelente acidez e corpo mais para médio. Final com a lembrança de frutos negros e com boa duração. Potente. Gastronômico. Evolui a cada gole (não a cada taça, como costumo dizer). Isento de defeitos. Excelente.

Pois é amigos… Agora, quando me perguntarem, saberei responder.

Saúde a todos!

Bettú Merlot de Mariana 2008 #cbe

Betu_Merlot_de_mariana_2008

 

Estimados amigos, este mês nossa querida Confraria Brasileira de Enoblogs teve um tema especial em virtude do Dia dos Namorados. Os amigos Claudio e Rafaela do bem-escrito Le Vin au Blog sugeriram como tema: “Vinho Especial de Sua Adega que esteja pronto para ser aberto” – ou seja: o legítimo “Momento Desapego como os confrades resolveram chamar. Coube a cada um escolher um vinho especial de sua adega, daqueles que a gente guarda para uma ocasião especial – sabem como é, não é mesmo? 🙂

Confesso que não tenho muitos vinhos guardados. Tenho aqueles que pretendo esperar algum tempo ainda para beber, pois acho que a guarda os fará melhores – por sinal, a maioria são nacionais de safras históricas, como a de 2008. No entanto, minha escolha recaiu sobre este Merlot, que eu estava justamente guardando para uma ocasião especial – e que não queria deixar muito tempo guardado. Não tinha jeito: a hora era essa!

Trata-se de um vinho elaborado pelo famoso vinhateiro Vilmar Bettú, intitulado por muitos como o “Mago do Vinho”. A garrafa é de uma produção limitada a 123 unidades, elaborada com uvas de Mariana Pimentel, aqui do RS – todas as informações devidamente registradas a mão no rótulo. Álcool a 12%.

Por si só amigos, o vinho já era especial – e assim ficou a altura da data e da importância da mesma. Não fiz anotações detalhadas sobre a degustação, já que o objetivo era curtir o momento junto a uma pessoa tão especial para mim – minha esposa. Do vinho, lembro de aromas um tanto silvestres, de frutas negras, e certo floral, lembrando bosque.  Em boca pela acidez e um toque muito cítrico no paladar. Sentimos um certo caráter frisante na língua, bem interessante. Belo vinho.

Foi uma bela experiência amigos, isso há de se dizer. Como diria o amigo Eliseu da Vinhos e Sabores – a quem agradeço pela venda da garrafa – “é um vinho sem açúcar”. A quem está começando no mundo do vinho pode soar estranho, mas espere e verá, que um dia faz sentido.

Saúde a todos!