Heartland Stickelback White 2008

Pois bem amigos, muito se tem falado nos vinhos provenientes da Oceania, em especial a Austrália e a Nova Zelândia, esta última muito conhecida pelos seus Sauvignon Blanc frescos e agradáveis. Por aqui já tivemos a presença de um Cabernet Sauvignon australiano da badalada vinícola Yellow Tail (relembre). Resolvemos provar um branco desta vez.

Trata-se de um vinho elaborado com as uvas Verdello (35%), Semillon (24%), Viognier (23%) e Pinot Gris (18%) – um corte um tanto inusitado por sinal. No Brasil, é importado pela Grand Cru. Possui 12,5% de álcool e o fechamento é através de tampa screw cap – uma tendência inexorável no mundo todo, pode-se dizer.

Em taça apresentou uma  coloração palha esverdeado. No nariz aromas um pouco tímidos, algumas notas herbáceas e vegetais. Em boca é melhor: é leve e com boa acidez. No paladar sentem-se aquelas “agulhas”, comuns de se encontrar nos vinhos verdes de Portugal. Achei o final potente, marcante e seco – foi a parte que mais me agradou.

Amigos, acredito que seja um bom vinho, mas o fato é que lá em casa não chegou a empolgar – e olha que estávamos em uma mesa com cinco pessoas. Confesso que decepcionou um pouco, esperava mais. Foi servido no mesmo jantar que o Miolo Reserva Viognier (relembre), que se mostrou um vinho superior. Mas mesmo assim, é um vinho correto, bem-feito e que vale sim a pena ser experimentado. Com certeza darei a ele uma segunda chance, possivelmente em uma safra mais recente. Pela garrafa, pagamos 46 reais.

Saúde!

Nota: 3,0 (Bom)

Yellow Tail Cabernet Sauvignon 2010

Este é o primeiro vinho que degustamos na segunda edição da Miniconfraria de Vinhos e Espumantes que organizamos todos os meses eu, minha esposa, meu cunhado e um amigo. O tema deste mês foi degustarmos todos os vinhos da mesma casta, desta vez, a Cabernet (relembre).

Confesso que sempre tive certa curiosidade acerca deste rótulo. Trata-se de um CS australiano de ar mais alegre e jovial – nota-se pelo bonito rótulo, com ar moderno e descontraído. Possui 13,5% de álcool e, como reza a tendência moderna, tem tampa tipo screw cap. Em taça apresentou coloração rubi com reflexos e bordas bordô. Lágrimas em pequena quantidade e discretas. No olfato, aromas de média intensidade com destaque para frutas vermelhas e compotas. Em boca, de certa forma, chamou a atenção. Menos encorpado que os Cabernet clássicos. Boa acidez, taninos elegantes e final seco e frutado. Muito macio, aveludado e equilibrado. Fácil de beber e álcool praticamente imperceptível do início ao fim.

Amigos, um vinho sem quase nenhum defeito, que cumpre à risca o que se propõe a ser: é despojado e jovial, idealíssimo para ocasiões informais e reuniões de amigos (tal como diz o contra-rótulo). No entanto, na minha opinião pessoal, não é o que eu espero de um Cabernet Savignon, ou seja, um vinho com mais corpo e bem estruturado, com final mais persistente. Certamente agradará os que gostam de vinhos mais leves. Boa pedida para dias mais quentes. Adquirido no Bourbon de São Leopoldo, na faixa dos 35 reais.

Nota: 3,0 (Bom)