Bom Vinho Adquirido no Zaffari: Woodbridge by Robert Mondavi Zinfandel 2012

Woodbridge_By_Robert_Mondavi_Zinfandel_2012

Amigos, de vez em quando, como alguns já sabem, gosto de visitar os setores de vinhos dos supermercados em busca de opções interessantes (ainda mais quando tem preços interessantes). Esta talvez seja justamente uma das vantagens que temos em procurar vinhos nos supermercados: como o giro de mercadorias em um comércio deste tipo é muito elevado, acaba que as grandes redes conseguem muitas vezes vender seus vinhos a valores bastante atrativos.

Numa dessas idas ao supermercado Zaffari aqui em Porto Alegre, me deparei com este exemplar, elaborado pela tradicional vinícola estadunidense Robert Mondavi Winery. Este rótulo em especial pertence a linha Woodbridge, notoriamente voltada para os vinhos de consumo do dia a dia. Infelizmente não encontrei no site da vinícola a ficha técnica desta safra em particular. Mas analisando pela safra anterior, a ficha nos traz a informação de que este vinho, na verdade, é um complexo corte, composto por 78% de Zinfandel, 11% de Petite Sirah, 3,5% de Tannat, 3,5% de Alicante Bouschet, 2,5% de Carignan e 1,5% de Barbera (que coisa não?). Por fim, temos a informação que o vinho tem passagem por barricas francesas e americanas. Vamos ao que achei dele:

O rótulo é um chamariz e tanto, muito bonito e bem feito; um convite ao consumidor. Em taça mostra cor vermelho rubi. Aromas de frutos negros, especiarias e um certo adocicado, lembrando baunilha. Em boca tem boa estrutura, com acidez leve e taninos marcando a língua suavemente. Fácil de beber no geral e agradável – equilibrado, eu diria. Notas frutadas confirmando o nariz, lembrando certa compota. Final potente, um pouco desequilibrado, deixando o vinho um pouco quente. Um bom conjunto no geral.

Um belo exemplar, que com certeza não deverá desapontar. Valeu a experiência

Quanto custa? Pela garrafa pagamos 37 reais no supermercado Zaffari.

Saúde a todos!

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Redtree Zinfandel 2009

Castoro Cellars Blind Faith Pinot Noir 2007

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Estimados amigos do blog, aos poucos vou descobrindo que gosto (e muito) de Pinot Noir. Na verdade, há de se dizer que os vinhos mais “delicados”, frutados e com boa acidez têm me conquistado muito a cada dia que passa. Quem acompanha o blog a mais tempo deve se lembrar que no início eu era um consumidor de carteirinha de vinhos rústicos e encorpados, quase que exclusivamente. É muito legal perceber essa evolução do paladar e do gosto pessoal; não que seja para melhor. Mas, de fato, nossas preferências mudam, com certeza.

Não poderia escrever este post sem a ajuda do meu amigo e xará Tiago da Cunha – também apreciador de bons vinhos – que fez a gentileza de intermediar a compra deste belo rótulo junto ao importador. É elaborado pela Castoro Cellars, vinícola da região de Templeton, na California. Tem 13% de álcool e acredito que não passa por madeira (ao menos, não aparenta). Vamos ao líquido!

Vinho de cor vermelho grená, com certa transparência. Aromas de frutos vermelhos silvestres, lembrando morango e cereja, com leve toque de especiarias. Em boca tem corpo leve, com boa acidez, na medida. Taninos macios, bem integrados ao conjunto. Apimentado e com o toque de especiarias confirmando no paladar. Final com lembrança do frutado e de boa duração. Vinho redondo, sem defeitos.

Amigos, creio ser um dos Pinot que mais me agradaram nos últimos tempos. Vai ficar na memória. Apesar já de certa longevidade, ainda está em ótima forma. Eu não guardaria por mais tempo, contudo. Desta vez, peço desculpas aos leitores, mas ficarei devendo o preço: não o encontrei a venda. Se alguém souber alguma informação, fique à vontade em deixar um comentário aqui no blog.

Saúde a todos!

Dancing Bull Cabernet Sauvignon 2010

Amigos, hoje é dia de mais um vinho do Clube Wine aqui no blog. O escolhido desta vez foi este representante da seleção de outubro do ano passado, que trouxe aos associados os vinhos da Califórnia elaborados pela  E. & J. Gallo Winery. Este exemplar possui  álcool a 13,5%  e tem passagem por 3 meses em barricas de carvalho americano.

Na taça apresentou coloração rubi escura, com bordas e reflexos em tom púrpura. Lágrimas quase transparentes, manchando de leve a taça. No nariz apresentou aromas um pouco tímidos no início, que aos poucos foram tornando-se mais evidentes. Notas de frutas vermelhas como ameixa preta e lembrança de compota predominam. Um leve toque herbáceo lembrando pimentão também esteve presente. Em boca é um vinho com bom corpo e acidez um tanto baixa – o que pode desagradar alguns. O frutado não aparece tanto como no nariz, mas é agradável. No final é bem envolvente, com boa persistência e tem um toque mentolado interessante. Taninos bem presentes, marcando a língua, fecham o conjunto.

Não é um vinho espetacular, mas acho que cumpre bem seu papel. Foi bem com o entrecot grelhado que preparamos (se fosse ainda mais mal passado e suculento, seria melhor). Acho que está em um bom momento para consumo, não sei se eu guardaria. Aqui em casa aprovamos bem e creio que eu repetiria a compra. Custou algo em torno de 47 reais, pelo Clube Wine.

Saúde!

Redtree Zinfandel 2009

Continuando, este foi o segundo vinho servido na degustação da ACIS-SL no evento “Queijos e Vinhos” – o anterior havia sido um elegante Chianti (relembre)

Como diria Hanibal Lecter: “Minha mãe sempre disse para experimentar coisas novas”.  Para começar, acho que a palavra que define o vinho em questão é “surpreendente”.

O Redtree é um vinho norte-americano produzido na Califórnia. Eu soube na degustação que a região é uma grande produtora de vinhos.  Inclusive, o mercado consumidor interno do país consome em tal quantidade que fica difícil importar um vinho produzido lá.

Com certeza todas estas informações geraram uma expectativa grande em relação ao vinho a ser degustado. E, de fato, elas se confirmaram. A uva em questão, Zinfandel, apresenta um sabor único, do qual eu nunca havia experimentado – o enólogo mencionou algo que julguei importante tomar nota: a zinfandel é similar à nossa Pinot Noir (vinho que preciso degustar imediatamente!). Apresenta um leve gosto adocicado no final, que torna sua percepção bastante complexa. O álcool não incomoda e os aromas são bastante interessantes.

Sem dúvida, um vinho que merece repetição. Acredito que harmonize melhor sendo servido em uma roda de amigos, acompanhado de queijos tipo parmesão – a harmonização com pratos seria complicada, dado o sabor tão diferenciado e complexo. Preço aproximado: 40 reais.