Direto da Campanha: Batalha Cabernet Sauvignon 2011

Amigos, já devo ter dito em outras oportunidades que foi com a Cabernet Sauvignon que iniciei meus primeiros passos neste magnífico mundo do vinho – e não para menos, a rainha das tintas como muitos a chamam, foi durante um bom tempo a minha preferida entre as diversas castas – e daí, curiosamente, lembrei-me a alguns dias que fazia tempos que não experimentava um belo varietal desta casta. Era tempo de ‘corrigir’ esta lacuna 🙂

Eis que este exemplar que hoje vos trago despertou minha curiosidade: um Cabernet Sauvignon elaborado na região da Campanha Gaúcha, de uma boa safra, já com certo tempo – 6 anos. Particularmente me apetecem os exemplares mais maduros desta variedade, pois acho que o vinho necessita (e merece, pode-se dizer) de certo tempo para amaciar seus taninos e formar um conjunto mais interessante. E o exemplar em questão tinha bons predicados para cumprir a missão (risos).

O rótulo 9Muito bonito por sinal) é elaborado pela Batalha Vinhas e Vinhos, com uvas cultivadas na Campanha, mais precisamente no município de Candiota. Continuar Lendo

Mais um Ótimo Tinto do Alentejo: Conde de Vimioso Colheita Selecionada 2012 #cbe

Amigos, passado o feriado carnavalesco, inciamos o mês com o vinho especialmente escolhido para atender ao tema da Confraria Brasileira de Enoblogs – nossa querida CBE; possivelmente a primeira e única confraria virtual de vinhos do Brasil. E eis que o tema deste mês foi proposto pelo confrade Ewertom Cordeiro, que escreve o Blog Vinhos de Minha Vida. A sugestão, nas palavras do nosso enoamigo foi: “Como admirador dos vinhos portugueses e preferir os tintos sugiro um tinto alentejano com 3 ou mais castas”.

Particularmente considerei o tema ótimo :). Isso especialmente porque me agrada muito o estilo dos tintos Alentejanos – foi talvez o primeiro estilo de vinho que comecei a explorar depois dos sul-americanos e talvez por esta razão os vinhos desta região lusitana me cativam muito – sem contar também pela qualidade em si e pelo bom custo-benefício. Continuar Lendo

Uma Jóia da Nossa Campanha: Espumante Guatambu Extra Brut

Queridos amigos, creio que falar da qualidade dos vinhos e espumantes da Campanha Gaúcha não seja uma grande novidade para a maioria dos enófilos; afinal, está mais que provado que a região, de fato, mostra-se sensacional para a produção de excelentes exemplares, com alta gama de variedades viníferas e estilos. Pois hoje aqui estamos com um belo espumante Extra Brut, elaborado por ninguém menos que a Vinícola Guatambu, um dos mais notáveis produtores da região.

O espumante é elaborado com uvas Chardonnay de Dom Pedrito na região da Campanha, sob a supervisão do competente enólogo Alejandro Cardoso, já muito bem reconhecido pelo seu trabalho na Estrelas do Brasil e Decima, só para citar alguns. Segundo o site da vinícola, parte do vinho base (25%) estagiou em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Continuar Lendo

Uma Ótima Dica de Vinho de Sobremesa: Salton Intenso Licoroso

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Não é comum termos aqui no blog os chamados “vinhos de sobremesa” – nome pelo qual pelo menos eu procuro me referir àqueles vinhos mais alcoólicos e com o teor de açúcar mais elevado; típicos exemplares propícios para acompanhar justamente as sobremesas (isso quando o vinho em questão não é “A” sobremesa em si). Queria amigos, contudo, ter mais oportunidades de experimentar esta classe de vinho, o qual temos poucas opções no mercado. Já ouvi dizer, inclusive, que a serra gaúcha seria um Terroir bem propício para a elaboração destes exemplares – mas é assunto para outro post, chegaremos lá.

Pois bem, o exemplar de hoje é elaborado pela Salton, e foi comentado no Winebar onde alguns rótulos da vinícola foram degustados – confira aqui como foi. É elaborado exclusivamente com a variedade Chardonnay, com uvas colhidas na Serra Gaúcha. O vinho recebe amadurecimento em barricas de carvalho de segundo uso, utilizando-se o chamado método da Método da “Solera”, que consiste em empilhar barris de forma que os vinhos mais antigos fiquem embaixo e os mais novos no topo. Uma porção do vinho dos barris mais antigos é retirada e engarrafada. A parte utilizada é reposta com vinho dos barris imediatamente acima, e assim sucessivamente. Finalmente, o barril do topo é completado com vinho novo. Portanto amigos, o vinho neste caso não é safrado – é um blend de safras, pode-se dizer, o que de certa forma ajuda a manter suas características ano a ano. Continue reading