Aprovadíssimo: LPG Wines Merlot Speciale 2012

Amigos, eis que mais uma vez compartilhamos aqui no blog um exemplar da competente LPG Wines, produtor sediado no Vale dos Vinhedos e que têm nos agradado muito, especialmente quanto aos seus ótimos espumantes (relembre aqui os produtos que já experimentamos). Mas hoje, enfim, temos a oportunidade de falar pela primeira vez de um tinto deste produtor – e nada melhor que um Merlot, aquela que é considerada a casta tinta mais importante do sul do Brasil.

O vinho de hoje também foi uma escolha a partir de uma das seleções do Clube de Vinhos Winelands. O exemplar é de uma safra considerada muito acima da média – 2012 – e conta com uma porcentagem de Alicante Bouschet, para dar um ar de “Speciale” ao vinho, digamos (risos). O vinho estagiou por 24 meses em barricas de carvalho americano. Continuar Lendo

Um legítimo Best Buy: Quinta de Pancas Seleção do Enólogo 2010

Quinta_de_Pancas_Seleção_do_Enólogo_2010

Pois bem estimados amigos, este vinho – como quase todos aqui do blog – carrega uma história bem interessante. Muitas vezes as pessoas questionam: “como eu devo escolher um vinho?”. Ou então: “como posso fazer uma escolha certeira, sem muita chance de erro?”. Talvez, neste sentido, o vinho de hoje vem a calhar.

Quando eu ainda estava na condição de associado Wine, recebi deles um cupom de desconto para compras de vinhos no site. Fui garimpando alguns rótulos, olhando informações, enfim, tentando escolher uma boa opção. Me detive de início nos vinhos portugueses – que eu particularmente gosto muito. Dentre os rótulos, este me chamou especial atenção: ele obteve 92 pontos pela avaliação da revista Wine Enthusiast, uma respeitável publicação no mundo dos vinhos. E, de quebra, estava custando abaixo de 50 reais. Parecia uma boa compra Continuar Lendo

Julian Reynolds Reserva 2007

Julian_Reynolds_Reserva_2007

Amigos, confesso que depois de quase três anos escrevendo meu modesto blog devo dizer que me sinto um felizardo por já ter experimentado vinhos muito interessantes. Ocorre que – de certa forma, infelizmente – a cada dia, semana a mês que passa parece que vai ficando mais difícil encontrar um vinho que de fato nos surpreenda positivamente. A quem está iniciando na viagem por este mundo espetacular, pode estar certo: esse dia vai chegar. Mas não posso negar que este rótulo de hoje me surpreendeu (e muito) e fiquei feliz em degustá-lo, assim como estou contente em poder escrever este post hoje.

Trata-se de um belo exemplar da vinícola Reynolds, que recebi a mais de um ano atrás pelo Clube Wine. Um assemblage mais-típico-impossível da região do Alentejo: 40% de Alicante Bouschet, 40% de Trincadeira e 20% de Touriga Nacional, com 12 meses de estágio em barricas de carvalho francês.

Em taça se mostrou com cor rubi/púrpura bem escura e fechada. Aromas que remetem à madeira em um primeiro momento, mas revelando um caráter frutado aos poucos, típico dos vinhos da região. Frutas negras e vermelhas frescas formam um belo conjunto, com boa intensidade. O vinho está muito vivo ao nariz, apesar de seus sete anos.  Em boca é que surpreende pra valer. Muito boa estrutura, encorpado e com o frutado aparecendo bem. Tânico do início ao fim, secando toda a língua. Acidez um pouco discreta, possivelmente já indicando que está em seu auge. Final potente, correto, vivo, deixando a sensação formidável de “quero-mais” a quem bebe.

Muito bom vinho, gastronômico e que dá prazer em beber. Nos surpreendeu. Como sempre, os vinhos alentejanos fazendo sucesso por aqui, felizmente. Indico a quem quiser provar – quem tem uma garrafa beba logo, acho que o vinho não ganhará mais com a guarda.

Preço: custa atualmente 85 reais no site da Wine. Pelo clube pagamos em torno de 50 reais. Aliás, possivelmente um dos melhores exemplares do Clube Wine que já experimentamos.

Em tempo: já tivemos um outro Alentejano da mesma vinícola aqui no blog, que se saiu bem por sinal (relembre).

Saúde!

Herdade do Rocim Tinto 2009

Herdade_do_Rocim_Tinto_2009

Estimados amigos, a algum tempo atrás publiquei aqui no blog um post sobre um belíssimo vinho tinto da região do Alentejo – o Olho de Mocho, elaborado pela Herdade do Rocim. Na mesma ocasião, em razão do Winebar, provamos também este outro tinto, de uma linha um pouquinho menos sofisticada. Como achei que o vinho também impressionou, não poderia deixar de postá-lo por aqui – antes tarde do que nunca 🙂 A propósito, se quiserem saber como foi a degustação, confiram neste link.

O vinho é comercializado no Brasil pela World Wine, uma das importadoras que mais conquistou meu respeito e admiração no decorrer deste ano, sobretudo pela qualidade de seus produtos – este ano tivemos por aqui belíssimos tintos, brancos espumantes e até azeite de oliva importados por eles, todos com nível acima da média.

Este exemplar possui 14% de álcool, e é elaborado através de um corte das variedades Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouchet. Cerca de 80% do vinho amadurece em barricas de carvalho francês e 20 % em barricas de carvalho americano. Vamos ao vinho!

Belo rótulo e apresentação. Cor púrpura escura. Aromas de frutas negras com boa intensidade, lembrando ameixa e amora, com leve toque herbáceo. Em boca é um vinho muito interessante, com bom volume e estrutura. Ótima acidez, fazendo salivar. Taninos rústicos, dando ao vinho um ar apimentado. Final com boa duração e retrogosto com lembrança do frutado. Potente do início ao fim, mas sem qualquer incômodo gerado pelo álcool. Vinho gastronômico – pede comida.

Amigos, mais uma boa pedida do Alentejo – ainda minha região favorita de vinhos lusitanos. Este caráter rústico e “de vinho de verdade” muito me agrada, sem contar com esta vocação gastronômica, praticamente imprescindível lá em casa, onde adoramos aliar o vinho à comida. Está em um bom momento para consumo; eu não guardaria ele mais, pois pode perder um pouco deste caráter frutado agradável que tem.

Preço: 106 reais no site ada importadora

Saúde a todos!

 Nota: Este vinho nos foi gentilmente enviado pela importadora para degustação, em razão do Winebar.