Mais um Ótimo Tinto do Alentejo: Conde de Vimioso Colheita Selecionada 2012 #cbe

Amigos, passado o feriado carnavalesco, inciamos o mês com o vinho especialmente escolhido para atender ao tema da Confraria Brasileira de Enoblogs – nossa querida CBE; possivelmente a primeira e única confraria virtual de vinhos do Brasil. E eis que o tema deste mês foi proposto pelo confrade Ewertom Cordeiro, que escreve o Blog Vinhos de Minha Vida. A sugestão, nas palavras do nosso enoamigo foi: “Como admirador dos vinhos portugueses e preferir os tintos sugiro um tinto alentejano com 3 ou mais castas”.

Particularmente considerei o tema ótimo :). Isso especialmente porque me agrada muito o estilo dos tintos Alentejanos – foi talvez o primeiro estilo de vinho que comecei a explorar depois dos sul-americanos e talvez por esta razão os vinhos desta região lusitana me cativam muito – sem contar também pela qualidade em si e pelo bom custo-benefício. Continuar Lendo

Herdade do Rocim Tinto 2009

Herdade_do_Rocim_Tinto_2009

Estimados amigos, a algum tempo atrás publiquei aqui no blog um post sobre um belíssimo vinho tinto da região do Alentejo – o Olho de Mocho, elaborado pela Herdade do Rocim. Na mesma ocasião, em razão do Winebar, provamos também este outro tinto, de uma linha um pouquinho menos sofisticada. Como achei que o vinho também impressionou, não poderia deixar de postá-lo por aqui – antes tarde do que nunca 🙂 A propósito, se quiserem saber como foi a degustação, confiram neste link.

O vinho é comercializado no Brasil pela World Wine, uma das importadoras que mais conquistou meu respeito e admiração no decorrer deste ano, sobretudo pela qualidade de seus produtos – este ano tivemos por aqui belíssimos tintos, brancos espumantes e até azeite de oliva importados por eles, todos com nível acima da média.

Este exemplar possui 14% de álcool, e é elaborado através de um corte das variedades Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouchet. Cerca de 80% do vinho amadurece em barricas de carvalho francês e 20 % em barricas de carvalho americano. Vamos ao vinho!

Belo rótulo e apresentação. Cor púrpura escura. Aromas de frutas negras com boa intensidade, lembrando ameixa e amora, com leve toque herbáceo. Em boca é um vinho muito interessante, com bom volume e estrutura. Ótima acidez, fazendo salivar. Taninos rústicos, dando ao vinho um ar apimentado. Final com boa duração e retrogosto com lembrança do frutado. Potente do início ao fim, mas sem qualquer incômodo gerado pelo álcool. Vinho gastronômico – pede comida.

Amigos, mais uma boa pedida do Alentejo – ainda minha região favorita de vinhos lusitanos. Este caráter rústico e “de vinho de verdade” muito me agrada, sem contar com esta vocação gastronômica, praticamente imprescindível lá em casa, onde adoramos aliar o vinho à comida. Está em um bom momento para consumo; eu não guardaria ele mais, pois pode perder um pouco deste caráter frutado agradável que tem.

Preço: 106 reais no site ada importadora

Saúde a todos!

 Nota: Este vinho nos foi gentilmente enviado pela importadora para degustação, em razão do Winebar.

Jose de Sousa V. R. Alentejano 2010

Jose_de_souza_2010

Amigos, devo confessar que eu bebo menos vinhos portugueses que eu gostaria de provar. Uma lástima, já que os vinhos de Portugal, como muitos sabem, estão classificados entre os mais respeitados do mundo. Aos poucos pretendo ir experimentando mais vinhos de lá  🙂

Escolhi este vinho para acompanhar um tradicional churrasco gaúcho – como dizem os entendidos, a estrutura dos vinhos alentejanos combina bem com a gordura da carne. É um típico assemblage português, formado por Grand Noir(45%), Trincadeira(35%) e Aragonês(20%), com três meses de passagem por barricas e álcool a 13,5%. Vamos ao vinho:

Em taça mostrou uma bela cor rubi brilhante, com leve transparência. Lágrimas finas e discretas. Aromas de frutas negras e vermelhas, com muitas notas vegetais e herbáceas . Leve madeira. Em boca tem boa acidez, na medida eu diria. Vinho de corpo leve a médio. Frutado bem presente em boca, com o toque vegetal mais discreto que no nariz. É daqueles vinhos que gruda em toda boca, com taninos bem macios e bem polidos. Final com leve toque mentolado. Bom conjunto.

 Amigos, uma bela indicação de vinho lusitano. Recomendo. A harmonização ficou boa; desde os aperitivos do churrasco até a refeição principal foi muito bem. Detalhe: foi bebido em um dia de temperatura um pouquinho mais alta da média do outono – ainda assim, nada que um baldinho com gelo não resolvesse. Em tempo: é vendido no site da Wine na faixa dos 60 reais.

Saúde!

Carlos Reynolds Colheita 2009

Amigos, hoje trago mais um vinho do Clube Wine, desta vez da seleção de agosto, que trouxe os vinhos da  Reynolds Wine Growers, vinícola de origem inglesa, sediada em Portugal onde produz vinhos do Alentejo. Foi minha segunda experiência com um vinho do clube, após uma ótima primeira impressão com o Pinot da Maycas (relembre).

O Carlos Reynolds é um corte de 40% Aragonez, 40% Trincadeira e 20% de Alicante Bouschet. Tem 14% de álcool e passa 8 meses amadurecendo em barricas francesas de 2º uso. Como sugerido na revista da Wine, fizemos uma costela de ovelha assada para acompanhar o prato – que, modéstia a parte, ficou muito boa! Vamos ao vinho:

Cor rubi escuro, com lágrimas marcantes e largas. Aromas de boa intensidade; frutas maduras, com leve sensação adocicada, lembrando ameixa ou amora. Leve presença da madeira, lembrando baunilha. No paladar é um vinho com boa acidez, bem estruturado e com bom volume de boca. Os taninos são elegantes e combateram bem a gordura da carne. Final seco e com certa potência do álcool, mas sem comprometer. Tem vocação gastronômica.

Mais um belo vinho enviado através do Clube Wine. Acredito ser uma compra segura, a um bom preço – 48 reais. Vale a pena experimentar para quem quer conhecer o estilo alentejano. A harmonização ficou muito boa – espero poder explorar  mais as combinações vinho-comida, onde ainda não tenho muita prática. Mas faz parte, aos poucos aprendemos.

Saúde!