Casillero del Diablo Sauvignon Blanc 2010

Amigos, desde que comecei a publicar as fotos dos vinhos no portal Instagram, tenho tido a ótima experiência de compartilhar experiências e opiniões  com outros enófilos. Embora a experiência com este vinho especificamente não tenha sido boa, esta foto foi a que mais gerou comentários até agora (confira).

Como talvez a maioria dos amigos leitores já saibam, sou fã da linha Casillero del Diablo, muito embora devo dizer que ultimamente não tenho comprado vinhos “de supermercado”. Os rótulos de produção mais limitada e artesanal (especialmente os nacionais) têm me cativado muito, enquanto que os vinhos de alta produção têm me decepcionado, como foi o caso deste SB – e que decepção, diga-se de passagem… Mas vamos ao líquido (ou ao que eu consegui achar dele):

Em taça a coloração estava límpida e brilhante, em tom amarelo palha dourado. Alguns aromas tímidos de frutas tropicais, com leve lembrança de melão. Em boca, de entrada, mostra que poderia ter mais acidez, apesar de ser leve e ter presença das frutas. O problema, caros amigos, foi o final: o final foi horrível. Um certo toque vegetal muito presente, enjoativo, com retrogosto carregado de um forte amargor, que me fez lembrar o chá de boldo que minha avó fazia para mim na infância. A mim, pelo menos, o vinho se tornou intragável no terceiro gole. Jogamos o resto na pia e fomos dormir sem remorsos.

O que será que aconteceu? Não sei dizer… Estragado não aparentava estar; acho que haveriam outros sinais que o indicariam. Má avaliação de minha parte? Sim, é possível, todavia chama a atenção que outros que já o beberam também reclamaram do vinho e não discordaram de meu julgamento, em princípio. Talvez eu esteja ficando exigente demais… É, os tempos mudam, não é mesmo?

Fato é, que este definitivamente não agradou. Mas se você amigo leitor provou e gostou, por favor, fique à vontade para comentar. Pessoalmente, creio que temos opções melhores (e mais baratas) como o Terranoble, que já passou aqui pelo blog inclusive (relembre). Este SB da Casillero custa em média 32 reais.

Casillero del Diablo Chardonnay 2009

Amigos, não é segredo que sou um fã da linha Casillero del Diablo: por aqui já passaram praticamente todos os seus rótulos tintos (relembre). Desta vez, decidi começar a experimentar seus vinhos brancos. Gostei do resultado.

Este Chardonnay é elaborado com uvas do vale Casablanca. Segundo informações que coletei na internet, parte do vinho estagia por curto período em barricas de carvalho. Possui 13,5% de álcool. Vamos ao líquido:

Cor amarelo dourado, com reflexos esverdeados, bem brilhante. Aromas de boa intensidade, com predominâncias de frutas brancas e tropicais (parece que copiei o contra rótulo, mas juro que não). Lembrança de abacaxi, talvez damasco, lima, entre outras, além de certa sensação adocicada.  Em boca, tem boa acidez, na medida, com leve cremosidade. Frutado aparecendo bem, de modo agradável, com final bem cítrico dando sensação de agulhas na ponta da língua, lembrando a lima.

Um vinho muito agradável, correto e com fruta presente em peso. Ótima relação custo-benefício – custa 33 reais em Porto Alegre. Vinho que chama para a próxima taça e que pede acompanhamento. Vale a pena experimentar.

Casillero del Diablo Syrah 2010

Amigos, para quem já acompanha o blog a algum tempo não deve ser segredo que sou fã da linha Casillero del Diablo da megavinícola Concha y Toro. Este Syrah era o último representante da linha dos tintos que faltava passar aqui no blog. Você pode relembrar os demais clicando aqui.

Este Syrah é elaborado com uvas do Vale de Rapel. Segundo o site da vinícola, o vinho estagia por 8 meses em barricas de carvalho americano. Álcool a 13,5%.

Vinho de cor rubi-violácio, com lágrimas finas. Aromas predominantes do carvalho, conferindo certo adocicado lembrando baunilha e chocolate. Aos poucos aparecem notas de frutas vermelhas maduras, como ameixa e amora. Em boca é um vinho macio e de corpo médio. Acidez leve, que quase passou despercebida. Confirmação da madeira em boca, que deixou o vinho um pouco adocicado. Final com presença do frutado. Taninos presentes lembrando especiarias, dando um toque apimentado na língua. Aparentou ser mais alcoólico do que é – tem potência para acompanhar um prato estruturado.

Um bom vinho sem dúvida, e também um belo representante desta casta que ainda preciso conhecer melhor. Acho que sobrou um pouco de madeira, o que deixou ele um pouco adocicado. Apesar deste detalhe, é um vinho interessante e agradável de beber. Uma ótima pedida para o dia a dia. Pede comida. Tem boa relação custo benefício: custa em torno de 33 reais.

Saúde!

Nota: 3,0 (Bom)