Um Inesquecível Exemplar desta Casta: Gimenez Mendez Pinot Noir 2013

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Escrevo este post amigos com um ar de felicidade no rosto que a tempos como enófilo não experimentava. E por dois motivos: primeiro que, como admirador já de alguns anos da viticultura uruguaia, não me canso de surpreender-me com os ótimos exemplares que lá são elaborados. E segundo, – e principalmente – pela descoberta deste vinho em particular, talvez um dos melhores Pinot que por aqui já passaram. Um post especial hoje, pode-se dizer.

Elegi o vinho em uma das seleções do Clube Winelands, do qual sou sócio (cada vez mais satisfeito, há de se dizer). Olhei para o vinho e, confesso, não tive qualquer dúvida na escolha:  1°) um Pinot 2°) Uruguaio e 3°) de uma vinícola que já nos agradou muito com um ótimo Sauvignon Blanc (relembre). Afinal, eram razões mais que suficientes para trazê-lo à adega 🙂

O exemplar é elaborado pela Gimenez Mendez com uvas da localidade de Las Brujas. O vinho amadureceu por um período de oito meses em barricas de carvalho francesas e recebe ao final uma pequena parcela de 4% de Pinot Meunier. Continuar Lendo

Especialmente para a #cbe: Espumante Pizzato Brut Rose 2014 DOVV

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Estimados amigos, muito me alegra poder escrever hoje o post alusivo ao mês de agosto para nossa Confraria Brasileira de Enoblogs, a primeira e única confraria virtual de vinhos do Brasil. A escolha do tema deste mês coube ao confrade Marcello Galvão do blog Agenda de Vinhos, que sugeriu: “espumante brut rosé do novo mundo, elaborado pelo método tradicional”. Foi a perfeita ‘desculpa’ que eu necessitava para experimentar este belo espumante, que estava a alguns meses guardado em minha adega – eu aguardava uma ocasião para abrí-lo e achei que o momento não poderia ser mais oportuno 🙂

O espumante é elaborado pela competente Pizzato, um dos produtores brasileiros que mais conquistaram meu respeito e admiração ao longo dos anos – a exemplo de Angheben e Larentis, entre outros. Este brut rosé é elaborado por assemblage de uvas Chardonnay e Pinot Noir. Segundo contra-rótulo, o vinho repousou sobre as próprias borras por período mínimo de 9 meses. Continuar Lendo

Confirmando a Qualidade do Produtor: Espumante LPG Splendore Nature 2010

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Estimados amigos, é com alegria que compartilho aqui no blog minhas impressões sobre mais um belo espumante Brasileiro, que confirma não só a expressiva qualidade deste produtor – como versa o título da postagem – mas também corrobora com avocação inegável que o Brasil – em especial, a serra gaúcha – possui no que diz respeito à elaboração de espumantes. Este exemplar Nature esteve presente na seleção de novembro do Clube de Vinhos Winelands, o clube que assino atualmente e que tem atendido perfeitamente minhas expectativas até então, felizmente.

Quem elabora o espumante é a LPG Wines, empresa lusitana que vem desempenhando um ótimo trabalho no Vale dos Vinhedos, elaborando espumantes e vinhos de qualidade muito interessante. Escrevi um pouco sobre o empreendimento quando postei o artigo no blog sobre o ótimo Brut Rosé deles – relembre.

O rótulo é elaborado através de um assemblage, formado por 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir. Continuar Lendo

Leve e Elegante: Lídio Carraro Dádivas Pinot Noir 2014

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Amigos, a algumas semanas atrás – faltava pouco para iniciar o verão – ainda tínhamos temperaturas amenas aqui no sul e o tempo nos convidava a apreciar tintos, especialmente os mais leves e delicados, por assim dizer. Tive então, como diria Arnaldo Antunes, um desejo-necessidade-vontade de apreciar um Pinot Noir, algum que eu ainda não tivesse experimentado. Curiosamente dei-me conta que até hoje nunca havia postado um vinho aqui no blog de uma das mais importantes vinícolas brasileiras: a Lídio Carraro. Decidi que seria o momento de saciar minha sede de Pinot e corrigir esta injustiça.

Este exemplar escolhido pertence a linha Dádivas da vinícola, uma linha intermediária, pode-se dizer. É elaborado com uvas cultivadas na serra do sudeste em Encruzilhada do Sul, Terroir este que despontou para o cultivo de uvas desta variedade, entre outras. O rótulo arrebatou já diversas premiações, incluindo uma avaliação de nada menos que 91 pontos do renomado crítico britânico Steven Spurrier, da revista Decanter. Como manda a cartilha do produtor, o vinho não tem passagem por barricas, a fim de que sejam mantidas ao máximo suas características varietais. Mas vamos ao que achei deste belo exemplar:

Vinho de cor vermelho rubi com notável transparência – um pouco mais transparente e poderia se passar por um rosé. Aromas frescos lembrando frutas vermelhas, especiarias e folhas secas (uma marca tradicional da Pinot Noir, em minha modesta opinião). Em boca é um vinho leve, com boa acidez e uma complexidade muito interessante, confirmando o olfato. Taninos bem polidos marcando a língua tenuemente. Discreto amargor final, sem comprometer.

Um vinho para acompanhar comida, ao meu ver, e que chama a próxima taça. Acompanhou muito bem um risoto de gorgonzola com cubos de carne, mas iria bem com massas e outros pratos de peso leve a médio. Aprovado. Mais um belo vinho tinto brasileiro.

Quanto custa? Pela garrafa pagamos cerca de 34 reais na Vinhos e Sabores, em Porto Alegre.

Saúde a todos!