Mais um Ótimo Tinto do Alentejo: Conde de Vimioso Colheita Selecionada 2012 #cbe

Amigos, passado o feriado carnavalesco, inciamos o mês com o vinho especialmente escolhido para atender ao tema da Confraria Brasileira de Enoblogs – nossa querida CBE; possivelmente a primeira e única confraria virtual de vinhos do Brasil. E eis que o tema deste mês foi proposto pelo confrade Ewertom Cordeiro, que escreve o Blog Vinhos de Minha Vida. A sugestão, nas palavras do nosso enoamigo foi: “Como admirador dos vinhos portugueses e preferir os tintos sugiro um tinto alentejano com 3 ou mais castas”.

Particularmente considerei o tema ótimo :). Isso especialmente porque me agrada muito o estilo dos tintos Alentejanos – foi talvez o primeiro estilo de vinho que comecei a explorar depois dos sul-americanos e talvez por esta razão os vinhos desta região lusitana me cativam muito – sem contar também pela qualidade em si e pelo bom custo-benefício. Continuar Lendo

Um Vinhaço do Tejo: Quinta do Alqueve 2 Worlds Reserva 2008

Quinta_do_Alqueve_2_Worlds Reserva_2008

Diria eu, estimados amigos, que os vinhos portugueses além de estarem perfeitamente enquadrados entre os melhores do mundo estão também muito bem posicionados quando o assunto é custo-benefício – diga-se de passagem, talvez o ponto X fundamental dos dias de hoje, tendo em vista que a questão financeira não está fácil para a grande maioria de nós brasileiros. Nosso querido companheiro inseparável, o vinho, que já era caro vem se tornando um investimento cada vez mais oneroso e daí a busca por um exemplar de boa qualidade com custo atrativo se torna uma missão e tanto.

E é neste ponto que eu acredito que os vinhos lusitanos merecem um grande destaque na adega de qualquer enófilo. Este exemplar que comento hoje foi adquirido a alguns meses atrás em uma promoção no site da Wine. É elaborado pela vinícola Pinhal da Torre na região do Tejo, sendo vinificado através de um assemblage de quatro variedades: Touriga Nacional, Touriga Franca, Cabernet Sauvignon e Merlot – típico corte português, onde costumeiramente são combinadas três ou mais variedades na elaboração de seus vinhos. Continuar Lendo

Um legítimo Best Buy: Quinta de Pancas Seleção do Enólogo 2010

Quinta_de_Pancas_Seleção_do_Enólogo_2010

Pois bem estimados amigos, este vinho – como quase todos aqui do blog – carrega uma história bem interessante. Muitas vezes as pessoas questionam: “como eu devo escolher um vinho?”. Ou então: “como posso fazer uma escolha certeira, sem muita chance de erro?”. Talvez, neste sentido, o vinho de hoje vem a calhar.

Quando eu ainda estava na condição de associado Wine, recebi deles um cupom de desconto para compras de vinhos no site. Fui garimpando alguns rótulos, olhando informações, enfim, tentando escolher uma boa opção. Me detive de início nos vinhos portugueses – que eu particularmente gosto muito. Dentre os rótulos, este me chamou especial atenção: ele obteve 92 pontos pela avaliação da revista Wine Enthusiast, uma respeitável publicação no mundo dos vinhos. E, de quebra, estava custando abaixo de 50 reais. Parecia uma boa compra Continuar Lendo

Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008

Quinta_do_Seival_Castas_Portuguesas_2008

Ah amigos, feliz o dia (a quase três anos atrás) em que adquiri este vinho, na própria vinícola Miolo. Na ocasião , inclusive, fiz um post para registrar nossa visita, que ficou marcada em nossa memória (relembre). Fui com o intuito despretensioso de provar e de adquirir este vinho. Provei, e achei-o muito bom. Comprei a  garrafa já pensando em guardá-lo por um tempo. E toda a vez (normalmente, uma por ano) que eu visitava a vinícola, perguntava para algum enólogo: “Olha só, tenho uma garrafa do Castas Portuguesas em casa, safra 2008, posso já abri-lo ou devo esperar?” E a resposta era sempre a mesma: “abra ele sim, não perca tempo”.

Teimosamente, esperei 🙂 Três anos. Até que neste último inverno visitei a vinícola com um grupo de amigos. Lá fomos muito bem recebidos pelo enólogo Gustavo, que trabalha na casa já a um bom tempo (e eu me lembro bem dele, na primeira vez que lá estive, a coisa de uns sete anos atrás). E ele me disse, ratificando seus colegas, que eu deveria abrir o vinho. Desta vez, obedeci.

O rótulo é um dos mais bem comentados da vinícola. Duas castas lusitanas: Touriga Nacional e Tinta Roriz, com uvas provenientes da região de Candiota, na Campanha Gaúcha. Teve passagem por doze meses por barricas de carvalho. Vamos ao vinho:

Em taça mostrou bela cor rubi avermelhada com leve transparência. Aromas com complexidade muito acima da média e intensos. Notas de frutos maduros, compota, geleia, um ar de especiarias. Em boca é ainda melhor. Acidez leve ainda presente. Corpo médio, macio.  Taninos sedosos. Estilo balsâmico marcante,  com final agradável. Potente,  mas na medida. Um dos melhores vinhos do ano. Em um ótimo momento para abrir. Quem tem um, beba logo, não se arrependerá.

Quanto custa? Na época paguei algo em torno de 50 reais, com excelente custo-benefício. A safra 2011 é vendida hoje no site da vinícola a 60 reais a garrafa.

Saúde a todos!