O Fabuloso Mundo dos Espumantes – 1ª parte

Pupitres com espumantes elaborados pelo método tradicional na produtora de Adolfo Lona, em Garibaldi

Grandes amigos, já fazia algum tempo que eu estava querendo escrever um post sobre uma das bebidas que mais me empolgam no Universo dos Vinhos: o espumante, aquele que por muitos é considerada a mais perfeita das bebidas – desconfio fortemente que eles possam estar certos. Vou procurar descrever resumidamente alguns pontos que julgo interessantes, tentando não ser técnico demais. Para não ficar muito cansativo, dividi este post em partes. Vamos começar:

Alguns com menos experiência no assunto poderiam se perguntar: “mas este não é um blog sobre vinhos?” Sim, e é exatamente por isso que os espumantes figuram bem por aqui. Devemos nos lembrar de que o espumante é elaborado a partir de um vinho sim, denominado vinho base. A partir deste vinho, que é obtido através de uma 1ª fermentação, é que vai ocorrer um processo denominado “tomada de espuma” para se formar o espumante propriamente dito.

Pois bem, a tomada de espuma é realizada em uma 2ª fermentação, que pode ocorrer através de dois métodos: Tradicional (também chamado Champenoise) ou Charmat, que juntos compõe a classificação mais elementar em que os espumantes podem se enquadrar.

No método tradicional esta segunda fermentação ocorre dentro da própria garrafa em que o espumante será posteriormente comercializado. As leveduras que fermentarão o vinho base ficam dentro da garrafa e depois de algum tempo em contato – que normalmente é proporcional à qualidade do espumante – esta levedura é removida pelo gargalo da garrafa. É também chamado método Champenoise porque justamente este é o método originário da região de Champagne, na França, de onde são elaborados os espumantes mais famosos do mundo.

Já no método Charmat – elaborado pelo engenheiro francês de mesmo nome – a 2ª fermentação ocorre em grandes equipamentos, chamados de autoclaves. Após o término da fermentação, o espumante é envasado com o uso de máquinas isobáricas – de modo a não haver perdas significativas de gás no processo.

É comum a pergunta: qual dos dois métodos resulta em melhores espumantes?  Ou: qual dos dois é melhor? Na verdade os métodos produzem espumantes com características diferentes (aí é que está o melhor de tudo) não sendo necessariamente um melhor do que o outro. Espumantes elaborados pelo método Charmat são geralmente mais leves, frutados e ligeiros, enquanto que os Champenoise são mais estruturados, cremosos e com final mais marcante. Resta você saber qual mais lhe agrada. Pessoalmente, gosto muito de ambos e das particularidades (e surpresas) que cada um proporciona. O melhor de tudo, sem dúvida, é experimentar.

Saúde a todos!

10 comentários em “O Fabuloso Mundo dos Espumantes – 1ª parte

  1. Tiago parabéns pelo post. Pessoalmente gosto mais do método Champenoise.

    Abs e saúde

  2. CELOISA BULLA disse:

    Tiagão,

    Tenho acompanhado diariamente o seu blog e a cada dia me surpreendo com a facilidade que você tem descrito as características dos vinhos e espumantes. Hoje, especialmente, quando li o seu comentário acerca dos espumantes, percebi o quanto muitas vezes ingerimos determinadas bebidas sem ao menos saber a sua origem e de que forma foi processada. Parabéns, meu filho! Sucesso e Saúde!

    Beijos.

    mama Celo.

    • tiagobulla disse:

      Mãe, apesar de seres suspeita para falar, muito obrigado pelo comentário! É sempre bom ouvir incentivo das pessoas que para mim são mais importantes.
      Um beijo
      Tiago

  3. Tiago, beleza de texto. Objetivo e informativo.

    Estou com o Silvestre, também prefiro o Champenoise, mas vez ou outra um Charmat bem elaborado nos surpreende, não é?

    Saúde!

    Gil Mesquita
    http://www.vinhoparatodos.com

  4. Tiago Cunha disse:

    Tiago,
    Parabéns pelo texto!! Interessante, claro e bem escrito.
    Realmente o espumante é uma das bebidas mais perfeitas, pelo menos para mim.
    Seja Charmat ou Champenoise, vamos degustá-los e aproveitá-los!!
    Abração e saúde!!

  5. Moisés Costa disse:

    Tiago, nos seus textos você é muito neutro, não sendo tendencioso e deixando o leitor à vontade para fazer suas próprias escolhas. Adoro seus textos, e sou seguidor de seu blog. Continue nos enchendo de boas notícias e informações sobre esse mundo mágico dos vinhos. Grande abraço

    • Tiago Bulla disse:

      Moisés, fico muito feliz e lisonjeado de ler seu comentário.
      A preocupação em passar aos leitores informações o mais isentas possíveis sempre foi uma meta para mim. Confesso que é difícil – eu, como amador, nem sempre consigo esconder minhas preferências pessoais (risos).
      Agradeço pelos elogios e espero manter o blog com informações interessantes e de seu agrado, bem como dos demais leitores.]
      Um abraço e saúde!

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