Curso e Degustação na Casa Valduga

Amigos, na ocasião em que visitamos a Casa Valduga (relembre) fomos também gentilmente convidados para participar de um curso de degustação oferecido pela vinícola.

Fizemos o curso em um salão que fica sobre o varejo da vinícola – muito bacana por sinal, com a entrada delo lado de fora, com acesso por uma escada caracol em pedra basáltica (como toda a construção). O curso foi muito bem ministrado pelo enólogo Alfredo Garcia, que explicou um pouco sobre a origem do vinho, alguns dados estatísticos, propriedades medicinais da bebida entre vários tópicos interessantes, até chegar ao assunto principal: a degustação.

Foi o primeiro curso que fiz na área enológica – e confesso que eu e minha esposa achamos muito legal. A degustação dos vinhos foi feita totalmente às cegas, o que nos possibilitou comparações bem claras e interessantes entre um vinho e outro: diferenças de cor, aromas, acidez, tanicidade, potência, corpo, dentre as muitas características que podemos citar.

Ao todo foram degustados cinco vinhos da Casa Valduga, sendo dois brancos e três tintos, todos muito interessantes:

Premium Chardonnay 2011: Vinho de coloração brilhante, armas frutados e bastante refrescante. Boa pedida para os dias mais quentes ou para pratos leves e saladas. Custa em torno de 27 reais.

Gran Reserva Chardonnay 2011: Degustamos em comparação com o Premium –ambos às cegas, lado a lado, o que foi muito legal, há de se dizer. Vinho com passagem de 8 meses por barricas francesas e romanas. Muito estruturado, com boa cremosidade. Não é um vinho com aquela baunilha enjoativa comum dos brancos que estagiam em madeira. Aliás, é um dos Chardonnays mais bem-comentados no Brasil. Custa em torno de 70 reais.

Mundus Malbec 2007: Um Malbec produzido pela Casa Valduga em terras argentinas. Boa acidez – aliás, este vinho serviu para me atentar quanto à diferença entre acidez e tanicidade. É macio no paladar, com final potente, conferido pelo álcool. Levemente adocicado no olfato. Um belo vinho, por cerca de 46 reais.

Gran Reserva Heitor Villa Lobos Cabernet Sauvignon 2006: Um dos vinhos top da vinícola. Vinho muito equilibrado, com acidez e amargor na medida. Retrogosto lembrando leve tostado/torrado. Interessante notar que, se eu soubesse que se travava DESTE vinho, eu o teria degustado com maior atenção. Fica para uma próxima, com certeza. Custa em torno de 86 reais.

Identidade Arinarnoa 2008: Uma grata surpresa. Uma uva de nome difícil, resultado da cruza entre Merlot e Petit Verdot. Vinho ideal para quem quer ensinar a alguém o que é o tanino – presente nesta casta em alto estilo, conferindo inigualável adstringência. Vinho de aromas um pouco tímidos, apesar de que na boca mostra grande vocação gastronômica. Muito interessante e curioso. Custa 48 reais.

Para encerrar amigos, tivemos a nobre presença do excelente espumante 130, que dispensa comentários – felizmente, já esteve aqui no blog (relembre). Aproveitei para tirar uma nova foto e atualizar a do post, que estava meio desfocada.

Saúde a todos!

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