Rubizzo Chianti Colli Senesi DOCG 2008 #cbe

Pois bem amigos, a CBE este mês chega a sua 72ª edição esbanjando elegância. Nosso estimado presidente – Alexandre Frias, do blog Diário de Baco – foi o encarregado de escolher a temática e sugeriu: “Beba um Chianti!”. Alexandre, creio que todos estamos agradecidos por receber tal “tarefa”. Afinal, quem não gosta de Chianti?

Para os recém ingressados ao maravilhoso Universo do Vinho, cabe explicar: o Chianti é um vinho típico italiano, possivelmente um dos mais conhecidos no mundo. É elaborado na região da Toscana, em uma faixa demarcada que, por sua vez, se divide em subdivisões – entre elas, a de Chianti Colli Senesi. Cada sub-região possui suas particularidades e regras próprias. Alguns fatores estão presentes em todas com obrigatoriedade, como especialmente a uva principal, que é a Sangiovese.

O Chianti Colli Senesi escolhido por mim para esta edição da CBE é quase 100% Sangiovese, com um pequeno percentual de Merlot no corte. Tem 13% de álcool e não passa por barricas, característica comum entre muitos Chiantis. É elaborado pela Rocca delle Macie, um produtor tradicional da região e que possui muitos outros produtos disponíveis à venda no Brasil; alguns, por sinal, muitíssimo bem quistos. Mas vamos ao vinho:

A garrafa tem bela a presentação, com rolha personalizada e de boa qualidade. Em taça apresentou cor rubi escura, com lágrimas finas, quase transparentes. No nariz os aromas estavam um pouco tímidos, mas foram se abrindo aos poucos, com predominância de frutas negras. Aos poucos foram aparecendo  leves notas de terra molhada, frutas vermelhas frescas, aromas vegetais e de especiarias.

Em boca se mostrou melhor. Boa acidez, embora talvez não tão intensa como eu imaginava (seria um sintoma de evolução?). Corpo mediano. Boa complexidade no paladar, destacando bem as frutas negras, como amora e ameixa seca. Taninos bem marcantes, secando a língua. Final marcante e potente, deixando agradável sensação de frescor.

Vinho muito agradável e elegante. Não diria que está na categoria de vinhos “fáceis” de beber, mas em contrapartida é um vinho que chama para a próxima taça, o que para mim é algo que conta muito. Terminamos a garrafa e a foi nítido a sensação de “quero mais”de todos à mesa. Surpreendeu positivamente, recomendo a quem quiser conferir as características de um exemplar italiano. Não deve evoluir com a guarda, portanto sugiro beber logo.  Pela garrafa pagamos 59 reais – valor justo, pela qualidade que o vinho entrega.

Ah, quase esquecendo: acompanhou muito bem uma massa caseira  com um belo molho de tomates também feito em casa pela minha esposa. Ficou sensacional, uma harmonização e tanto!

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