Calyptra Pinot Noir Premium 2010

Calyptra_Pinot_noir_2010

 

Amigos, comento hoje sobre este belo Pinot Noir da seleção do Clube Wine de novembro do ano passado, que trouxe aos associados os vinhos da bodega Calyptra. Primeiramente, uma pequena historinha que vale a pena contar:

Decidi levar este vinho para a praia, onde passamos as férias de verão. Apesar de eu não ter o hábito de beber tintos nos dias quentes, confesso que foi uma experiência interessante e que compartilho como sugestão aos amigos leitores: como não tínhamos adega climatizada (nem de longe), pus o vinho sem qualquer constrangimento na geladeira e lá o deixei. Em um dia não tão quente, resolvi servi-lo no almoço. E é uma ótima pedida: se o vinho estiver gelado demais, é só esperar um pouquinho e pronto! Em alguns instantes estará ótimo. Se esquentar demais, basta retorná-lo à geladeira por alguns instantes ou usar um baldinho com água e gelo. É um procedimento também interessante para observar o comportamento do vinho em diferentes temperaturas. Claro que por ser um Pinot ajuda, já que é um vinho leve e consegue encarar  esta missão – ainda que poderíamos até arriscar outros de com estrutura um pouco maior.

Bem, fora este parênteses, o rótulo é elaborado com uvas da região de Coya, do Vale do Cachapoal. Tem nada menos que 14,5% de álcool (um tanto surpreendente, dada as médias dos Pinots) e passa um longo período de 22 meses em barricas de carvalho de segundo uso. Vamos ao que achei dele:

Vinho de bela cor rubi avermelhada. Aromas de frutas negras passadas, com toque vegetal de grama cortada muito presente. Um pouco de madeira aparecendo também, mas sem incomodar. Com o aumento da temperatura a lembrança da grama foi reduzindo. Em boca é um vinho que surpreende pela acidez elevada, mas correta. Frutado um pouco discreto, dando mais espaço às notas vegetais. Vinho leve e que desce fácil. Final com boa presença da acidez (fazendo salivar) e com boa persistência.

 É um belo vinho amigos, que se saiu muito bem em um dia descompromissado de verão – território normalmente dominado pelos brancos e espumantes, não há dúvidas. Fiquei satisfeito em verificar que a madeira não tomou conta do conjunto – pelo período em carvalho achei que ela teria peso maior. Como alguns já sabem, sou um pouco enjoado em relação às notas vegetais quando estas tomam conta, mas no geral é um bom vinho. Não sei se o preço está de compatível- custa 70 reais no site da Wine – mas mesmo assim, vale conferir. Ainda sou mais fã do Maycas, que já apareceu por aqui deixando boas impressões (relembre).

Saúde a todos!

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