Salton Desejo Merlot 2007 #diadapizza

Salton_Desejo_Merlot_2007Gente amiga, nesta última quarta-feira, dia 10, foi o dia da pizza – aquela que para muitos é a “melhor amiga” do vinho. Pessoalmente, concordo 100% – e mais: o queijo deve ser o melhor amigo então, não é mesmo? Lá em casa adoramos (leia-se devoramos) ambos. Por mim, comeria pizza toda a semana, com certeza. E não tem jeito: a pizza PEDE um vinho. Qual? O que tiver. O que você gosta. Aquele que lhe parece apropriado no momento por qualquer razão. Acredito que com pizza não tem erro; trata-se de um coringa na culinária e que vai (muito) bem com quase todos os vinhos.

Pois bem, os amigos da Confraria Brasileira de Enoblogs resolveram aproveitar esta data bacana. Sendo assim, os confrades foram convocados a publicar um post sobre um vinho a ser experimentado junto com este prato tão tradicional. Minha primeira ideia era seguir o figurino e provar um bom italiano à base de Sangiovese, mas eu não tinha nenhum em casa e em função da correria da semana foi difícil ir atrás. Resolvi então recorrer a conveniência do velho e bom supermercado Rissul da Av. Sapucaia, perto de onde moramos. O supermercado foi todo reformado e a área de vinhos está de cara nova – ficou muito bonito por sinal e tem algumas opções bem interessantes. E foi aí que encontrei este belo Merlot da serra gaúcha (com bom preço, diga-se de passagem) e que há tempos eu queria provar.

Este é um dos Merlot mais bem conhecidos do Brasil. É elaborado pela vinícola Salton, com uvas da serra gaúcha. Tem passagem de um ano por barricas francesas e americanas (50% cada), com mais um ano de posterior repouso em garrafa. Belo rótulo (e contra-rótulo) além de rolha com boa qualidade garantem a elegância do produto – que desperta interesse do consumidor ao vê-lo na prateleira. Álcool a 13%. Vamos ao vinho:

Bela cor vermelho rubi, com bordas e halo avermelhados. Um vinho um pouco tímido no nariz no princípio, mas que se abriu surpreendentemente aos poucos (eu deveria ter decantado… – ah se arrependimento matasse). Complexidade interessante, com muitas frutas negras, especiarias (cravo) e um leve toque adocicado da barrica. Em boca se mostrou melhor (e ganhou com o tempo também). Vinho de médio corpo, com boa acidez e surpreendente presença marcante das frutas negras, como amora. Leve tostado da barrica aparecendo. Taninos bem polidos, deixando o conjunto agradável e prazeroso de beber. Final daqueles que secam a boca, com boa persistência. Retrogosto deixando agradável sensação de geleia de frutas negras, como mirtilo (ponto para o contra-rótulo).

Amigos, não acho que seja um vinho excepcional, mas é um vinho muito bom, com certeza. É agradável de beber e chama a próxima taça – típico vinho que a garrafa não dura muito, infelizmente (risos). Pagamos 49 reais no Rissul; é vendido a 60 reais no site da vinícola. Vale experimentar.

Saúde!

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