Château Capet-Guillier Grand Cru Saint-Emilion 2009

Domno-5

Estimados amigos, não são poucas as vezes que as pessoas me questionam sobre qual é meu vinho preferido ou qual seria o melhor vinho que já experimentei. Às vezes confesso que eu mesmo me faço esta pergunta e não consigo chegar a uma conclusão. E é estranho para alguém que não tem sequer trinta anos e que só escreve seu blog a dois emitir tal opinião, haja visto que a experiência do redator é modesta (risos).  Contudo, acho que esta semana tenho a resposta ou, pelo menos, me arrisco de peito aberto a registrá-la por aqui.

Pela segunda vez na vida tive a oportunidade de provar este belíssimo Bordeaux. A primeira foi em uma visita à Vinícola Domno (relembre) no final do ano passado. E eis que nesta semana nos reunimos no Scantinato di Peppo – belíssimo Winebar de Porto Alegre, um dos mais bonitos e aconchegantes em que já estive – para mais um encontro dos amigos da Confraria Bom Vin, formada por jornalistas, blogueiros e formadores de opinião aqui do sul – a qual me orgulho de fazer parte. A proposta deste último encontro foi dar um giro pelo mundo vitivinícola com seis vinhos importados pela Domno do Brasil, um de cada país. Tivemos a oportunidade de provar vinhos do Chile (Yali Carmenérè 2011), da Argentina (Tomero Cabernet Sauvignon 2010), de Portugal (Romeira Reserva 2010), Espanha (Nexus Cosecha 2011, de Ribera Del Duero), Itália (Cortevecchia Chianti Clássico 2008, da Principe Corsini) e por fim, este do título do post, o melhor vinho que já provei até hoje 🙂 A condução dos trabalhos foi do enólogo Lucas Sartori, acompanhado do diretor-administrativo, Jones Valduga – a quem agradecemos por atender nosso convite e proporcionar uma bela noite aos confrades.

Pois bem amigos, o Chateau Capet-Guillier é um típico corte de Bordeaux, formado por 80% de Merlot e 20% de Cabernet Sauvignon, com uvas provenientes da região de Saint-Emilion. O corte estagiou em barricas francesas por 16 meses. O vinho é elaborado pela Antoine Moueix e leva a denominação Grand Cru, umas das mais elevadas AOC francesas. O vinho custa no Brasil 208 reais e na França está esgotado, conforme nos foi passado pelo pessoal da Domno. Não é para menos. Vamos ao líquido:

Em taça mostrou bela cor rubi escuro, vermelha, com reflexos grená. No nariz o aroma evidente de frutas vermelhas e uma certa compota, com muita intensidade. Complexo. Em boca a sensação de frutas é evidente, confirmando o nariz. Um toque de especiarias também acrescenta estrutura ao conjunto, com os taninos bem equilibrados. Mostra-se com leve toque mentolado, com excelente acidez e corpo mais para médio. Final com a lembrança de frutos negros e com boa duração. Potente. Gastronômico. Evolui a cada gole (não a cada taça, como costumo dizer). Isento de defeitos. Excelente.

Pois é amigos… Agora, quando me perguntarem, saberei responder.

Saúde a todos!

2 comentários em “Château Capet-Guillier Grand Cru Saint-Emilion 2009

  1. Johannie disse:

    Estou lendo seus comentários e me da vontade de experimentar aquele vinho de Bordeaux, mais 200 Reais??? Agora quando vejo os preços dos vinhos aqui no Brasil, sempre comparo com os preços do Canadá, de onde sou. Também Canadá tem bastante imposto nos vinhos, mas aqui é uma loucura! Por exemple, ohla o preço do Château Capet-Guillier na loja estadual do Québec (SAQ) http://www.saq.com/page/fr/saqcom/vin-rouge/chateau-capet-guillier-2006/11095148
    29$ ou seja da mas o menos 65 reais. Acho uma pena que o vinho seja tão fora de alcance no Brasil…Parece que ás vezes a diferência é pouca (15%) mas outras vezes é mas do que o dobro. Tem que ficar experto e ver realmente o custo benefício. É como aquele Colomé que vocês postou, custa 100 reais aqui e 25$ no Canadá. Dobra o preços. Mas vinhos normais como Casillero del Diablo tem uma pequena diferença só, 20% mas ou menos. Por que será assim?

    • Tiago Bulla disse:

      Olá Johannie!
      Desculpe a demora por responder seu comentário
      Primeiramente, me alegra muito receber comentários de quem está tão longe. Muito bacana mesmo.
      De fato, esta grande diferença de preços que encontramos no Brasil em comparação com outros países é realmente assustadora. O seu comentário fecha com muitos outros que já li, no mesmo sentido.
      Não posso deixar de registrar: se por aqui tivéssemos um vinho como o Capet Guillier a 65 reais, não sei se eu tomaria outros vinhos 🙂
      Um abraço e saúde!

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