Confraria Bom Vin Recebe Magnífica Degustação de Espumantes e Vinhos da Estrelas do Brasil

Dall_Agnol_Superiore_Degustação_Bom_Vin

Estimados amigos, na noite desta segunda-feira tivemos em Porto Alegre mais um encontro da Confraria Bom Vin – um grupo bacana de amigos que se reúnem uma ou duas vezes por mês para apreciar bons vinhos e trocar idéias. Pessoalmente, como redator deste modesto blog, fico lisonjeado e honrado de fazer parte deste grupo tão seleto e tão bem capacitado. São jornalistas, blogueiros, críticos e formadores de opinião aqui da região de Porto Alegre. Fazer parte deste time têm sido uma ótima experiência, de muito aprendizado. Aqui no blog aproveito para contar um pouquinho  sobre o que rola em nossas (ótimas) degustações.

Pois bem, o encontro de ontem à noite foi para lá de especial: os enólogos Alejandro Cardozo e Irineo Dall Agnol – proprietários da Estrelas do Brasil aceitaram nosso convite e nos deram a honra de apreciar seus excelentes espumantes – e vinhos também. Pessoalmente, já tive a oportunidade de conhecer a vinícola em outra grata oportunidade (relembre); por sinal, um dos lugares mais belos e fascinantes da serra gaúcha – talvez, de todo o RS. Quem for visitar, não se arrependerá, posso lhes garantir.

A degustação contou com quase todos os rótulos da vinícola. Começamos bem, com um de meus favoritos: o Riesling Itálico de fermentação única – processo pioneiro no Brasil. Um brut elaborado como se fosse um Asti. Perfeitamente aromático, leve, agradabilíssimo. Em breve estará aqui no blog – aguardem.

Depois passamos para os famosos espumantes elaborados pelo método Champenoise. Ao todo, provamos quatro: o Brut 2007,  o Nature, o Nature Rosé (100% Pinot Noir) e por fim o Brut 2006 – o produto de maior complexidade aromática e gustativa da vinícola. Afirmar qual foi o melhor seria uma grande injustiça: todos são produtos de altíssimo nível e qualidade muito acima da média. E com impressionante diferença de estilos: o Brut 2006, por exemplo, bem mais estruturado e encorpado que o Nature, já mais delicado, fresco e cítrico. Todos muito bem feitos, grastronômicos e isentos de defeitos.

Tivemos ainda a grata oportunidade de experimentar dois tintos com a assinatura do enólogo Irineo Dall Agnol: o DMD (Dupla Maturação Direcionada) e o Superiore (na foto). Este último, para mim, foi a grande surpresa da noite e arrancou inúmeros comentários positivos de todos os confrades. Um assemblage de quatro castas da histórica safra de 2008: Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot com 24 meses de passagem por carvalho e somente mil garrafas produzidas. Uma das mais gratas experiências que tive com vinhos neste ano de 2013. Possivelmente, um dos melhores tintos nacionais que já provei – daqueles de fazer a gente se encher de orgulho. A quem puder experimentar, recomendo fortemente. Quanto ao DMD, ainda tenho minha garrafa, cuidadosamente guardada. Me aguardem 🙂

Como se tudo ainda não fosse bom o bastante, os amigos Irineo e Alejandro nos brindaram com dois novos produtos, ainda em fase de maturação. Um deles, inclusive, está sendo elaborado com fermentação em garrafa com fechamento em rolha de cortiça. Como sempre, a vinícola inova e busca novidades dignas de empolgar qualquer enófilo, incrementando cada vez mais a qualidade de seus produtos. Vamos aguardar o lançamento, ansiosos.

Saúde a todos!

4 comentários em “Confraria Bom Vin Recebe Magnífica Degustação de Espumantes e Vinhos da Estrelas do Brasil

  1. Rodrigo chio disse:

    Boa noite!
    Se quiser responda. Todas a vezes que vc e seus amigos bebem vinho,vcs ficam bebendo até todos ficarem bem alegres ou vcs só bebem uma taça cada? Ou vc nunca passou do ponto.

    • Tiago Bulla disse:

      Olá Rodrigo!
      Sabe, essa é uma pergunta muito boa e que considero muito pertinente. Vou tentar respondê-la da melhor forma possível.
      Normalmente, nas degustações que organizamos na confraria, a quantidade que cada pessoa bebe de cada vinho é pequena – inclusive por questões econômicas. Até por que o objetivo é DEGUSTAR e não BEBER, propriamente dito. Para teres um exemplo, Via de regra, em uma degustação para umas 15 pessoas a gente serve uma garra única de vinho (o que dá exatos 50 ml para cada um – isso, considerando que as vezes não bebemos tudo!). Para degustação é uma quantidade satisfatória. Acho bastante difícil alguém ficar alegre com tal dose.
      Agora, é claro que em reuniões de amigos mais descontraídas, onde eu esteja prevenido e saiba que NÃO IREI DIRIGIR depois, etc e tal, às vezes acabo bebendo um pouco mais da minha cota – embora sejam exceções. Pessoalmente, não gosto da sensação da embriaguez e dos efeitos do álcool exagerado.
      Este assunto sempre me lembra de um EXCELENTE artigo do mestre Adolfo Lona; vale a pena a leitura:
      http://adolfolona.blogspot.com.br/2012/02/o-vinho-e-o-alcoolismo.html
      Gosto da parte em que ele encerra seu raciocínio com uma mensagem que considero muito verdadeira: “… o vinho não está associado ao alcoolismo e sim à moderação”
      Um abraço e saúde!

      • Rodrigo chio disse:

        Obrigado por responde e tirar esta dúvida sobre a posição de pessoas do meio do vinho. Não sei se é correto mas em reuniões de amigos bebo meia garrafa sozinho.

      • Tiago Bulla disse:

        Olá Rodrigo
        Beleza, espero ter ajudado e respondido sua dúvida.
        Via de regra, meia garrafa para uma pessoa é uma boa medida – aliás, normalmente em um jantar com duas pessoas a medida “padrão” é de uma garrafa para ambos.
        Um abraço e saúde!

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