Um Verdadeiro Clássico: Tarapaca Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009

Tarapaca_Gran_Reserva_Cabernet_Sauvignon_2009

Amigos, temos que admitir que certos vinhos são verdadeiros clássicos. São aqueles rótulos tradicionais, que muitos já ouviram falar, vários já experimentaram e que sempre deixam aquela sensação de dever cumprido – e muito dificilmente desapontam. Vinhos assim, por mais comerciais que sejam, agradam o paladar da grande maioria dos consumidores. Tentando forçar a barra com uma analogia musical, é como aquela velha história das bandas metaleiras da década de 80: seus fãs podem até preferir os hits mais pesados e genuínos, mas ninguém nega que essas bandas se consagraram mesmo pelas baladas românticas – ditas “comerciais”, por muitos. Pois então, muitos vinhos também logram este prestígio, em cenário equivalente.

Este é o último dos rótulos da linha Gran Reserva da Viña Tarapacá que adquiri certa vez quando fiz compras na fronteira com o Uruguai (veja os links ao fim do artigo) e que hoje comento por aqui. Deixei o mais icônico por último, este tradicionalíssimo Cabernet Sauvignon elaborado com uvas do Valle del Maipo. Não encontrei mais a ficha técnica desta safra no site da vinícola – vivo padecendo por essa razão – mas encontrei informações interessantes em outros sites: não se trata de um 100% varietal: é um corte de 89% Cabernet Sauvignon, 8% Petit Verdot, 2% Carmenere e 1% Syrah e Merlot. O vinho estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos ao que achei dele:

Cor rubi bem escura, com bordas grená. Aromas bem adocicados no começo, lembrando baunilha e chocolate, com a madeira bem presente.  Mas se abriu muito bem com o tempo, revelando notas de frutas e certa compota de ameixa, com leve pimentão aparecendo. Uma decantação (que acabei não fazendo) cairia bem. Em boca é macio e bem estruturado, com os taninos marcando a língua de leve. Achei interessante, esperava um vinho mais “pancada”. Tem bom conjunto, com frutas bem presentes assim como um leve herbáceo. Final correto e marcante; álcool a 14,5%, sem incomodar.

É um vinho para “não dar nada errado”: belíssima garrafa, rótulo elegante, tradicional e bem reconhecido. Dificilmente vai desagradar. Um bom vinho, indico e repetiria a compra – apesar de seu preço estar ascendente, em virtude do momento econômico. Contudo, confesso: nesta linha, o Syrah ainda é meu favorito – mas sou suspeito para falar, sabem como é… (risos)

Quanto custa? Há uma grande variação de preços. O site da Wine está vendendo esta linha por 102 reais. Mas vi em outras lojas virtuais com preços de 80 a 90 reais. Pode ser encontrado ainda em supermercados (já vi, diversas vezes) por menos de 70. Convém pesquisar.

Saúde a todos!

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