Um Vinhaço do Tejo: Quinta do Alqueve 2 Worlds Reserva 2008

Quinta_do_Alqueve_2_Worlds Reserva_2008

Diria eu, estimados amigos, que os vinhos portugueses além de estarem perfeitamente enquadrados entre os melhores do mundo estão também muito bem posicionados quando o assunto é custo-benefício – diga-se de passagem, talvez o ponto X fundamental dos dias de hoje, tendo em vista que a questão financeira não está fácil para a grande maioria de nós brasileiros. Nosso querido companheiro inseparável, o vinho, que já era caro vem se tornando um investimento cada vez mais oneroso e daí a busca por um exemplar de boa qualidade com custo atrativo se torna uma missão e tanto.

E é neste ponto que eu acredito que os vinhos lusitanos merecem um grande destaque na adega de qualquer enófilo. Este exemplar que comento hoje foi adquirido a alguns meses atrás em uma promoção no site da Wine. É elaborado pela vinícola Pinhal da Torre na região do Tejo, sendo vinificado através de um assemblage de quatro variedades: Touriga Nacional, Touriga Franca, Cabernet Sauvignon e Merlot – típico corte português, onde costumeiramente são combinadas três ou mais variedades na elaboração de seus vinhos.

A ficha técnica da vinícola aponta que o corte estagiou em barricas de carvalho francês (embora não informe o tempo exato) e que também o vinho não passou por filtragem. É um rótulo premiado, cabe dizer: recebeu 88 pontos da Wine Spectator e outros 90 do crítico Robert Parker – sim, não posso negar que estes números me ajudaram na escolha do rótulo quando o adquiri (se não são a verdade absoluta, ouso dizer que as pontuações pelo menos orientam o enófilo na busca por um vinho que ele não conhece – é questão de opinião). Mas chega de papo, vamos ao que achei deste belo vinho:

Em taça mostrou cor rubi de reflexos avermelhados. Aromas com muita presença do carvalho no inicio,  mas que dão lugar a uma complexidade muito grande aos poucos (a decantação talvez fizesse bem ao vinho). Muita compota, frutas negras, e notas de especiarias compõe um conjunto agradável.  Em boca tem excelente estrutura.  Frutado confirmando do início ao fim, com as notas de especiarias marcando o paladar pelos taninos, deixando um ar apimentado. Final potente, pedindo comida – álcool a 14%.  Muito bem feito, eu diria, isento de quaisquer defeitos.

Um ótimo vinho, que acompanhou um jantar relativamente simples e sem pompas – acém na panela (adoro carne na pressão, confesso), com batatas. Particularmente adoramos. Creio que a pontuação outorgada pelos críticos é merecida – o que nem sempre se confirma, mas neste caso achei justíssima.

Quanto custa? Na época creio que pagamos algo na casa dos 65 reais, no site da Wine, com um ótimo custo-benefício. Quisera ter mais garrafas – receio que esta safra esteja esgotada. No site da vinícola (muito bem organizado por sinal), o vinho é vendido por 13 euros a garrafa – o que para os padrões europeus considero um ótimo preço.

Saúde a todos!

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