Conheça o Winelands – Um Clube de Vinhos Diferenciado

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Estimados amigos.

Foram muitas as vezes que recebi mensagens e pedidos de leitores do blog pedindo mais informações e indicações sobre bons Clubes de Vinhos. Escrevi recentemente um post sobre o tema, onde citei como exemplo de um clube que me chamava atenção o Winelands – Clube do Vinho, especialmente pela proposta atrativa que oferece aos associados. Pelo que tenho pesquisado nos blogs e sites dos amigos enófilos, minha impressão é correta e de fato o clube tem agradado os consumidores associados. Resolvi então pesquisar um pouco mais sobre a proposta do clube. Entrei em contato com o pessoal responsável e fui prontamente atendido pelo Sommelier Fernando Zamboni, um dos responsáveis pelo empreendimento, que me passou as informações. Confesso que fiquei empolgado com a proposta do clube – tanto que resolvi compartilhá-la aqui com os amigos leitores.

O site do Winelands é muito bonito visualmente e é bem claro e explicativo. De cara, já se percebe na proposta do clube uma das suas grandes vantagens oferecidas: o membro associado pode escolher o tipo de vinho a receber em casa, entre tintos, branco, rosé e espumante. Além desta possibilidade, o cliente pode também selecionar os próprios rótulos que deseja, criando a sua própria caixa a ser recebida, no próprio site mesmo, como e sempre que desejar.

Sem dúvida é uma ideia inovadora, que deixa o clube versátil e dá opção ao consumidor – muitas pessoas, por exemplo, gostam de beber vinhos tintos o ano todo, enquanto outras preferem rótulos mais refrescantes nas épocas mais quentes. Inclusive, o Winelands é talvez atualmente o único Clube de Vinhos do Brasil a oferecer espumantes, contando muitas vezes com exemplares elaborados pelo método tradicional disponíveis para os associados.

Outro ponto que chama a atenção de qualquer enófilo,  sem dúvida, é a procedência dos vinhos que são disponibilizados nas seleções. A seleção do mês de maio, por exemplo, contou com uma amostra de vinhos Croatas, muito difíceis de serem encontrados aqui no Brasil, ainda mais por preços acessíveis. O clube também já contou com seleções de vinhos eslovenos, búlgaros, romenos, entre outros – o que é raro, ou quase impossível de se verificar em outros clubes.

Os vinhos Croatas da seleção de Maio, para todos os gostos: tinto, branco rosé e até espumante.

Os vinhos Croatas da seleção de Maio, para todos os gostos: tinto, branco, rosé e até espumante.

Segundo informações de  Zamboni, cerca de 90% dos vinhos disponibilizados no clube são de importação própria da Winelands, o que confere ao clube uma boa dose de exclusividade – afinal, é o que todo o enófilo quer e deseja ao se associar em um clube de vinhos: variedade de rótulos, ou seja, provar algo diferente. Além da seleção mensal do clube, desde março deste ano, os associados contam com a possibilidade de adquirir, se assim desejarem,  um rótulo “top” selecionado, de qualidade superior, pagando pelo mesmo um valor em média 40% menor que o preço de venda normal.

Zamboni também revela, por fim, mais uma novidade: a partir de julho a Winelands deverá lançar um sistema de e-commerce de vinhos que promete ser  cheio de novidades e vantagens para os consumidores. Vamos aguardar ansiosos.

Saúde a todos!

Provamos (e aprovamos) os Vinhos da Argenceres – Novidade no Brasil

Degustação_Bodega_Argenceres

Estimados amigos

Esta semana fui gentilmente convidado pela equipe da elegantíssima Vinho e Arte Casa para conhecer e degustar os vinhos recém lançados no Brasil pela Bodega Argenceres, de Mendoza. Quem fará a importação nos rótulos no Brasil é a empresa Intercom Comércio Internacional, do Espírito Santo, enquanto que  a representação no RS será da Paladares do Mundo.

A Bodega é um projeto de uma família espanhola em Mendoza. Os vinhos são elaborados na propriedade da vinícola em “Las Aguaditas”, na região de San Rafael, sob a supervisão do enólogo Fabricio Orlando.

Na ocasião degustamos seis rótulos da vinícola: um Chardonnay (não-barricado); três tintos varietais, das castas Malbec, Cabernet Sauvignon e Bonarda; e dois rótulos assemblage – um mais leve e outro mais encorpado, este último, possivelmente, o top da Vinícola – Dramatis Personae Blend.

Chama a atenção nos vinhos a graduação alcoólica elevada, até mesmo no Chardonnay, quase em 14% (o que é raro para um vinho branco). Nos tintos gravita na ordem de 14,5%. São vinhos potentes e com boa presença de boca, que pedem comida – mas creio que possam ser apreciados sozinhos mais resfriados ou com uma tábua de frios e queijos, como fizemos na noite da degustação.

Provei tranquilamente cada um dos vinhos e gostei de todos. São rótulos macios, redondos, sem defeitos, muito bons e prazerosos de beber – como sempre digo: daqueles que chamam a próxima taça com naturalidade e vão super bem em uma reunião entre amigos. Excelentes exemplares para combinar com a gastronomia, oferecendo muitas harmonizações possíveis. Gostei especialmente do Bonarda e do Blend n. 7 – os mais interessantes e complexos da degustação.

Os preços variam de 50 a 70 reais, com exceção do top, que custa na faixa de 280 reais. Em Porto Alegre serão comercializados pela Vinho & Arte, loja da enóloga Maria Amélia. Cabe sempre lembrar: quem não conhece o local, vale sem dúvida uma visita, um dos pontos mais charmosos da capital para quem aprecia o mundo do vinho.

Saúde a todos!

Os Tais Clubes de Vinho – Retomando as Atividades no Blog

Estimados amigos

Após meses sem dar notícias aqui pelo blog, retomo as postagens, na medida do possível, tentando compartilhar minhas impressões e experiências em torno deste Universo tão fascinante. Estejam certos de que, para mim, escrever aqui no blog é algo que gosto e me faz bem. Senti falta nestes últimos meses desta experiência. Sempre que posso, respondo e dou toda a atenção possível aos amigos leitores que me enviam emails e comentários com críticas, sugestões ou pedidos de dicas para aquele vinho que estão procurando.

Nestes quase quatro anos em que escrevo este site, acredito que nenhum outro assunto tenha feito tanto sucesso quanto o post que redigi a respeito dos Clubes de Vinho (relembre).

Foram dezenas (sem exagero)  de pessoas que me escreveram e comentaram no post, seja concordando ou discordando, mas principalmente pedindo dicas de clubes de vinhos para participar. Sem dúvida, nota-se muito bem que o público iniciante confia nos clubes de vinho para ir dando os primeiros passos e provando os primeiros rótulos.

Nada tenho contra aos clubes de vinhos. Até porque, conheço de fato, por experiência própria, somente um: o Clube W, da Wine. Fui sócio do clube em duas modalidades: inicialmente, na Classic (quando nem existiam ainda outras opções) e depois, mais recentemente, na modalidade One, visando especialmente muito mais as vantagens de associado do que os vinhos da seleção mensal propriamente ditos.

Creio que o Clube W  seja ainda o que oferece as maiores vantagens, como promoções, descontos, fretes grátis para associados, vale-compras etc. Para os iniciantes e até mesmo apreciadores com certa experiência, é uma boa escolha. Hoje não sou mais membro do Clube W, pois resolvi partir para outros investimentos pessoais – entre eles, explorar mais as lojas físicas de vinhos aqui de Porto Alegre (que não são poucas, diga-se de passagem).

Mas como todos sabem, há uma série de outros clubes. Como nunca fui assinante de nenhum deles, julgo-os apenas pelos comentários que já ouvi falar e pelas propostas de vinhos que cada clube oferece. especialmente, me agradam as propostas dos clubes Winelands e CultWine, as quais destaco aqui. A quem procura clubes com vinhos diferentes e mais exclusivos, creio serem duas opções muito interessantes. Vale a pena dar uma conferida nos sites. A Winelands, por exemplo, está com uma seleção de vinhos Croatas este mês, o que dificilmente acontece na maioria dos clubes.

Quem quiser mais sugestões ou clubes para pesquisar, sugiro a leitura do post do amigo Alexandre Frias, do Diário de Baco, que compilou muito bem uma lista de vários clubes do mercado brasileiro. Confira a matéria aqui.

Por fim, gostaria de deixar aos amigos leitores minha opinião:  assim como já me disseram certa vez, posso lhes afirmar que nenhum clube vai lhes agradar 100%. Mas pesquisem, experimentem e troquem idéias com outros enófilos. E principalmente: não deixem de procurar pessoas que também se interessam por esta bebida tão especial – um bom grupo de amigos apreciando uma boa comida com um belo vinho ainda é, na minha opinião, o melhor clube que podemos ter.

Saúde a todos!

E na belíssima Toscana, Conhecemos a Vinícola Principe Corsini

Uma das casas da charmosa vinícola

Uma das casas da charmosa vinícola, bem ao estilo da região

Estimados amigos, 2014 se encaminha para o fim. Um ano de muito trabalho para mim, mas com diversas realizações, boas experiências e claro, vinhos excelentes que felizmente tive a oportunidade de experimentar. Mas contudo, eu não poderia terminar este ano sem fazer um registro muito especial.

Na primavera deste ano eu e minha esposa realizamos um sonho: conhecer a Itália. E certamente a Toscana estava nos planos. Como o tempo era curto, decidi que visitaria somente uma vinícola, para poder sentir a sensação de conhecer um pouco da viticultura italiana. Lembrei-me dos excelentes vinhos italianos que experimentei em uma degustação da Domno (relembre) e não tive dúvidas: entrei em contato com eles e pedi auxílio para agendar uma visita à vinícola Principe Corsini. Prontamente, me atenderam e lá fomos nós.

A vinícola fica em uma belíssima propriedade, em um local paradisíaco, a poucos quilômetros da charmosa Florença. Alugamos um carro e fomos até lá, coisa de meia hora de viagem – seria ainda menos se não tivéssemos errado o caminho: paramos em um Monastério e um senhor nos indicou que a vinícola era mais além, e nos apontou a Villa (símbolo da vinícola) um pouco mais adiante. Já deu para tirar a primeira foto – vejam na galeria 🙂

Chegando lá fomos muito bem recebidos pelo diretor comercial da Principe Corsini, sr. Gianluca Carbone,  que nos mostrou um pouco da vinícola. A empresa é de um grupo familiar e produz vinhos desde o século XV. Foi a segunda vinícola que visitei onde percebi a utilização de tanques de concreto para estocagem de vinhos – a outra havia sido a Bodega Marichal, no Uruguai (relembre). Gianluca comenta que, apesar de não haver razão específica para tal, os enólogos da vinícola perceberam ao longo dos anos de experiência que o aço inox – comum nos tanques modernos – transmite algumas características desagradáveis ao vinho, o que não se verifica na utilização de tanques de cimento revestidos internamente por resina. Típico do aprendizado que me fascina.

O foco da Principe Corsini é na elaboração de um dos vinhos típicos italianos mais apreciados e respeitados mundialmente: o Chianti Classico. Nesta denominação, a Principe Corsini elabora especialmente três produtos, que tivemos a oportunidade de degustar na ocasião:

Le Corti: O vinho “de entrada” da vinícola, elaborado com 95% de Sangiovese e 5% de Canaiolo e Colorino. O Chianti tradicional, por assim dizer, com pouquíssima passagem por madeira – são doze meses de estágio, parte em tanques de concreto e parte em barris. O resultado é um vinho de boa acidez, agradabilíssimo para se beber no dia a dia, como reza o contra-rótulo, que traz a inscrição “Il mio vino quotidiano”

Cortevecchia Riserva: Meu favorito da vinícola e talvez o melhor Chianti que já experimentei – me apaixonei pelo vinho desde a primeira vez em que o experimentei (relembre). Mesmo Assemblage do Le Corti, mas com período de amadurecimento superior: são 20 meses em grandes barricas de carvalho (parte em tonéis), além de outros seis meses de descanso em garrafa. Um produto de qualidade acima da média, com excelentes estrutura e acidez. A produção é pequena e não chega a 7 mil garrafas.

Don Tommaso: O vinho Top desta tríade, de excelente estrutura e gastronômico a toda prova. É como eu conseguiria resumir este belo produto, um Chianti Classico elaborado com 80% Sangiovese e 20% Merlot, que estagia 15 meses por barricas francesas, sendo 70% novas. Um belíssimo vinho, de produção limitada a tão somente 16 mil garrafas.

Em nossa visita, ainda fomos agraciados com a degustação de um belíssimo Espumante Rosé Charmat, elaborado com Sangiovese. Quando chegamos à cantina para degustar os vinhos, Gianluca nos perguntou com certo ar tímido, se “por acaso” gostaríamos de experimentar o espumante. Respondi prontamente que sim – e até agora estou com o sorriso estampado na face ao me lembrar do momento. Foi uma grata surpresa e uma experiência incrível, um produto muitíssimo interessante. Vou deixar para comentar com mais detalhes em um post futuro, quando degustarei o espumante na calma e tranquilidade do lar.

Não poderia deixar de mencionar que, além dos vinhos, a Principe Corsini tem tradicional e respeitada produção de Azeite de Oliva Extra Virgem – produto que é levado muito a sério na Itália (mais do que imaginamos). Pela fala de Gianluca nota-se claramente a preocupação e o zelo com a qualidade deste produto, que também leva o selo do consórcio Chianti Clássico e por isso tem um nome de respeito a zelar a nível internacional. A vinícola elabora duas linhas de azeite – ambos prensados na própria propriedade (um diferencial, diga-se de passagem). O destaque vai para o Olio Extravergine di oliva DOP Chianti Classico Biologico (na foto dos azeites, o produto da esquerda). Até então, o melhor azeite que já experimentei. Simplesmente fantástico.

Segue galeria de fotos de nossa visita (clique na imagem para ampliar).

Desejo muita saúde a todos e um 2015 repleto de felicidade, realizações e conquistas!

Nota: Agradeço aqui imensamente ao pessoal da Vinícola Principe Corsini, em especial a pessoa do sr. Gianluca que tão bem nos recebeu, e pelo apoio da Domno do Brasil que  nos ajudaram a viabilizar este sonho.