Salton Classic Cabernet Sauvignon 2011

Salton_Classic_Cabernet_Sauvignon_2011

Não sei se todos os leitores do blog vão concordar comigo, mas acho que existem aqueles momentos em que queremos beber um vinho sem nos preocupar com taças, harmonizações, e etc e tal. Enfim, tem aqueles momentos em que queremos beber o vinho (sem gastar muito) e pronto. Sem frescuras, sem maiores pompas. Pois bem, o post de hoje é exatamente sobre uma circunstância destas.

Um dia desses eu estava no supermercado e era uma noite fria; decidimos então fazer uma bela sopa.  E sopa, meus caros amigos é assunto polêmico quando a questão é justamente harmonizar com vinho. Pessoalmente, me sinto meio angustiado em abrir um vinho caro ou mais elaborado para acompanhar este prato (com todo o respeito às sopas, diga-se de passagem). Daí então resolvi levar um vinho mais simples para acompanhar – e foi quando escolhi este Cabernet Sauvignon da Salton, possivelmente um dos vinhos finos brasileiros mais vendidos no mercado. Vamos ao liquido:

Rubi escuro, com poucos reflexos e bordas avermelhadas. Aromas muito discretos de frutas vermelhas, com leve toque da pirasina lembrando o pimentão. Álcool a 13,5%. Vinho de médio corpo e acidez leve. Taninos suaves, deixando o Cabernet menos robusto do que normalmente conhecemos . Frutado um pouco discreto, passando um pouco desapercebido. Final seco, sem nenhuma sensação adocicada que encontramos em alguns vinhos deste estilo.

Vinho sem defeitos, mas sem grandes virtudes. Essencialmente simples, para beber sem pretensões, como era justamente a intensão. É, de toda a forma, uma boa porta de entrada para quem está começando a beber vinhos finos, pois é leve e fácil de beber. Acompanhou bem a sopa.  Acho que vou procurar beber todo o mês um vinho deste estilo e faixa de preço (abaixo dos 20 reais) pois acho que é importante garimparmos e  compararmos os vinhos de custo menor – que com certeza são os principais responsáveis por cativar os novos consumidores. Ah, pela garrafa pagamos 12 reais.

Saúde!

Gato Negro Merlot 2011

Gato_Negro_Merlot_2011

Amigos, posso lhes assegurar que neste mundo do vinho nem tudo são flores. Muitas vezes quando as pessoas me pedem uma sugestão de vinho na casa dos 20 a 25 reais eu acabo por indicar um rótulo brasileiro, pela segurança que acredito que nossos vinhos tenham nesta faixa de preço. Pois bem, não são raras as vezes que as pessoas torcem o nariz e se contrariam com tal indicação, dizendo preferir sempre os chilenos e que estes são sempre superiores aos nossos. Bem, cada um com sua opinião. Pessoalmente amigos, acho que não é bem assim…

Este é mais um rótulo que postamos aqui no blog da linha Gato Negro da grande vinícola chilena San Pedro. Escolhi este vinho para acompanhar uma sopa de capeleti que preparamos no friozinho que está chegando aqui no sul. A combinação vinho+sopa é muito tradicional por aqui, embora muitos a critiquem. Eu pessoalmente acho que não há nada melhor. Uma única dica: prefiram vinhos com pouca estrutura e até os mais “simples” – podem ter certeza que fica ótimo. Bem, a sopa estava deliciosa, mas vamos ao vinho:

Vermelho rubi, poucas lágrimas. Álcool a 13%. Aromas predominantemente vegetais com muito pimentão e um certo herbáceo. Frutas muito discretas, com leve madeira. Em boca é um vinho simples, de corpo médio, pouca acidez e presença forte do herbáceo. Leve amargor no final. Taninos muito discretos.

Acho que quem está começando no mundo do vinho e resolve beber este rótulo poderá ficar meio confuso. Ele não parece nem vinho chileno e muito menos Merlot. A tipicidade, ao meu ver, foi um tremendo fiasco. É o que constatamos muitas vezes no mercado brasileiro de vinhos: os vinhos chilenos são sempre tidos como superiores (e dá status bebê-los), enquanto que os nacionais são sempre “os piores e mais caros”. Acho que a definição do Complexo de Vira Lata de Nelson Rodrigues cai bem, mais uma vez. Em suma amigos: é um vinho bem fraco, sem atrativos. A quem duvida, abra-o juntamente com um nacional de preço similar (ambos às cegas) e poderá se surpreender. Dentro da linha Gato Negro, creio que o Carmenère (relembre) é uma escolha melhor.  Tanto um quanto o outro custam na faixa dos 22 reais.

Saúde!

Lagar de Robla Premium 2008

Lagar_de_Robla_Premium_2008

 

Amigos, este é um dos exemplares elaborados com a uva Mencia que fizeram parte dos vinhos do Clube Wine do mês de setembro de 2012.  A bodega Alvarez de Toledo utiliza uvas  provenientes da região espanhola de Bierzo, cultivadas em videiras com idade acima dos 60 anos. Permaneceu por nada menos que 18 meses em barricas de carvalho, após 20 dias de contato com as borras. Vamos ao líquido.

Cor rubi violáceo, escuro. Lágrimas rosadas marcando as paredes da taça. Aromas de boa intensidade, lembrando frutos vermelhos ou negros com notas da madeira. Percebi pouca complexidade no nariz. Em boca é um vinho de corpo e acidez médios, com discreta lembrança do frutado e muita predominância da madeira – que, ao meu ver, ofuscou um pouco o equilíbrio do conjunto. Percebe-se também certa mineralidade. Final tânico, seco e curto.

Como sempre amigos, prezo pela sinceridade… Longe de mim querer posicionar-me em uma condição de entendedor de vinhos – aqui estou para aprender, como sempre digo. Sempre achei que aqui no blog o mais importante era eu expressar minha fiel opinião aos leitores, livre de qualquer profissionalismo ou “compromisso”. Digo tudo isso por que apesar de muitos amigos blogueiros e enófilos terem gostado (alguns, muito) deste exemplar, confesso que lá em casa ele não arrancou suspiros. Achei um vinho fácil de beber, excessivamente simples e um pouco amadeirado demais. Sinto não ter outra garrafa para prová-lo e quem sabe dar outra chance.

Pesquisei, mas aparentemente não consta mais à venda no site da Wine. Pelo clube custou em torno de 48 reais. Tenho ainda guardado o outro vinho da seleção – Alvarez de Toledo. Veremos como ele se sai.

Saúde a todos!

Gato Negro Carmenère 2011

Pois bem amigos, hoje compartilho aqui no blog um vinho que é um verdadeiro clássico: afinal, a linha Gato Negro elaborada pela vinícola chilena Viña San Pedro é possivelmente uma das mais vendidas no mundo. Aliás, muitos consumidores ingressam no mundo do vinho experimentando um rótulo Gato Negro. Em sua maioria são vinhos corretos, que agradam e cativam os consumidores – em especial os mais iniciantes.

Este rótulo é um varietal Carmenère, com uvas provenientes do Vale Central.  Tem 13,5% de álcool e aparentemente, de acordo com o site da vinícola, não passa por madeira. Vamos ao líquido:

Vinho de cor rubi com reflexos violáceos; lágrimas finas e transparentes. Aromas um pouco discretos, lembrando frutas vermelhas ou negras. Leves notas de especiarias e herbáceas, com um pouco de álcool sobressaindo. Em boca é um vinho de corpo leve a médio com acidez muito discreta, assim como o frutado. Curiosamente, tem um toque bem amadeirado (chips?). Os taninos são redondos e bem delicados. Final curto, com um pouco de álcool sobressalente.

É um vinho essencialmente simples, fácil de beber e bem feito. Honesto quanto ao valor que custa – aqui na região pode ser encontrado até por menos de 22 reais, com boa relação benefício-custo. Não tem defeitos graves, mas para os que buscam “algo mais”, também não tem grandes atrativos. Uma boa opção para novos consumidores e para o dia a dia.

Saúde!