[WSET] Anselmo Mendes Alvarinho Contacto 2014

Amigos, aos poucos pretendo ir saldando a minha dívida e publicando comentários alguns dos principais vinhos que tive a oportunidade de experimentar no excelente curso que participei da WSET  – nível 2, em Porto Alegre. Foram ao todo quase 50 rótulos, todos de qualidade muito acima da média, escolhidos à dedo pelo pessoal da Enocultura (empresa responsável por ministrar o curso) a fim de desafiar a percepção sensorial dos alunos, bem como proporcionar o aprendizado na prática das características de cada Cepa e Terroir.

O vinho que escolhi para compartilhar hoje é um belíssimo Alvarinho, do renomado produtor português Anselmo Mendes. É elaborado com uvas da sub-região de Menção e Melgaço e leva o selo de procedência da região de Vinhos Verdes. Continuar Lendo

Bouza Albarinho 2012 #cbe

 

Amigos, não nego, sou um apaixonado pelo Uruguai, suas praias paradisíacas, paisagens bucólicas e – claro – por seus vinhos. Se eu pudesse viajaria ao menos uma vez por mês ao nosso país vizinho para descansar, provar um belo Tannat e curtir uma bela vista da Playa de La Moza (quem nunca foi não sabe o que está perdendo…). Mas, salienta-se que, definitivamente, nem só de Tannat é que vive o Uruguai. Inclusive, muitos vinhos brancos têm-se destacado  e conquistado os enófilos mundo afora. O que hoje  apresento aos amigos é um belo exemplo.

Trata-se de um varietal elaborado 100% com a variedade Albarinho (ou Alvarinho, como quiserem), sendo que 15% do vinho estagiou em barricas de carvalho francês, conforme site da Bodega Bouza. O vinho ainda permaneceu por três meses em contato com as borras . As uvas são provenientes da região de Canelones, localizada ao norte de Montevidéu. Embora eu não conheça pessoalmente, tenho informações seguras de que uma visita à vinícola vale muito a pena; é uma das mais charmosas e tradicionais do Uruguai. Embora tenha uma produção em escala elevada, ainda consegue elaborar vinhos com tiragem mais limitada, como é o caso deste, que foram envasadas cerca de 25 mil unidades – número modesto para os padrões mundiais. Mas vamos ao líquido:

Cor amarelo palha claro, esverdeado. Aromas com boa complexidade. Notas de frutos brancos, certo floral, notas herbáceas e algo lembrando mel ou melado. Em boca é um vinho untuoso, mas também com uma boa acidez. Toque cítrico de frutas brancas presente. Cremosidade elevada, fazendo o vinho grudar na boca. Potente – e pedindo comida. Gastronômico. Grata experiência.

Quanto custa? 108 reais no site da importadora Decanter

Saúde e um ótimo final de semana  a todos!

Quinta do Seival Miolo Alvarinho 2011 #cbe

Amigos, chegamos à 74ª edição da Confraria Brasileira de Enoblogs, a CBE, possivelmente a maior e única confraria virtual do Brasil. Quem elegeu o tema foi o confrade Silvestre Tavares do blog Vivendo a Vida, que sugeriu “Um vinho branco brasileiro, qualquer uva e preço.” Aprovei com louvor a ideia de explorar o potencial dos vinhos brancos brasileiros e creio não ter sido o único confrade a gostar do tema.

O vinho escolhido para a missão já passou aqui pelo blog em outros momentos. Tive o prazer de degustá-lo na vinícola quando ele ainda estava estagiando nas barricas de carvalho (relembre) e já me causou a impressão de ser um vinho que prometia um futuro brilhante. Também degustamos ele já pronto em nossa última visita à vinícola no Vale dos Vinhedos, onde foi um dos vinhos que mais chamaram nossa atenção (relembre). Por estas e outras, achei que era uma boa indicação para nossa CBE.

É elaborado pela Miolo na sua unidade em Candiota, com as uvas sendo cultivadas na região da Campanha Gaúcha. O vinho tem 12,5% de álcool e estagiou por 10 meses em barricas de carvalho. Bebemos o vinho acompanhado de uma bela pizza na Bucadisantoantonio, nossa pizzaria favorita. Harmonizou bem com a pizza, muito embora acho que o vinho poderia ter sido bebido um pouco menos gelado para ressaltar suas qualidades – falha minha.

Vamos ao que achei do vinho:

Cor amarelo palha com reflexos dourados. Aromas com boa intensidade e complexidade acima da média: predominam aromas florais, com notas de mel e algumas especiarias, tipo canela. Aparecem aos poucos algumas notas herbáceas leves e uma lembrança de pêssego em calda e frutas tropicais (talvez damasco). Julgo que a madeira deu complexidade ao vinho, mas se manteve nos bastidores – como deve ser. Em boca, manteve a qualidade e complexidade: tem leve acidez, mas conferindo refrescância. Boa cremosidade. Frutado e notas de mel e especiarias confirmam o olfato, em boa conta. Final deixando a lembrança de frutas secas. Vinho leve, mas ao mesmo tempo gastronômico, de certa forma. Final um pouco ligeiro, mas que não compromete. Isento de defeitos.

Amigos, este é um dos melhores vinhos brancos que já passou aqui pelo blog. Pode ter faltado talvez um pouco de acidez ou um final mais duradouro, mas é apenas minha opinião. Uma ótima compra a 50 reais no varejo da vinícola – infelizmente não sei se ainda restam garrafas, pois a produção do vinho foi bastante limitada (2000 garrafas, se não estou equivocado). Quem tiver uma, pode beber com toda a certeza, não vai se arrepender.

Saúde e até a próxima!

Varanda do Conde 2010

Grandes amigos, este foi um dos vinhos que degustamos lá em casa na última edição de nossa singela confraria (relembre). Dizem que para tudo tem uma primeira vez na vida; sendo assim esta foi a primeira vez que o blogueiro que vos fala experimentou o famosíssimo vinho de Portugal, o vinho verde.

Cabe ressaltar que o vinho verde nada tem a ver com a coloração do vinho em si. O termo “verde” neste caso se aplica ao ponto de maturação das uvas, onde “verde” se contrapõe a “maduro”. Os vinhos verdes possuem uma denominação geográfica controlada, de modo que seu selo é concedido apenas aos vinhos produzidos na região ao noroeste do país, entre os rios Minho e Douro.
Pois bem, este belo exemplar é um corte composto de 70% de Alvarinho e 30% de Trajadura, uvas típicas lusitanas. O vinho é produzido na sub-região de Monção e Melgaço. Possui 12,5% de álcool. Vamos ao vinho!

Em taça apresentou coloração amarelo esverdeado, claro e brilhante, com aspecto lembrando vinho frisante. No nariz é muito aromático e intenso com total predominância de notas cítricas com certa presença de lima. Em boca tem muita acidez, com frutado em evidência. Refrescante como um suco de frutas cítricas. Corpo entre leve e médio, final seco e potente. Bom retrogosto do frutado.

Um vinho que me surpreendeu muito. Diferente, intenso e muito gastronômico. Custou cerca de 40 reais, acredito que muito bem pagos. Vale a pena experimentar – sugiro beber gelado. Saúde!

Nota: 4,0 (Muito Bom)