Mais um Belíssimo Tinto Uruguaio: Bouza Tannat 2013

Amigos, não consigo conter um pequeno sorriso de felicidade ao falar do Uruguai e seus maravilhosos vinhos. E não podemos falar dos vinhos uruguaios, logicamente, sem falar da Tannat, cepa da qual sou admirador confesso e até suspeito para opinar sobre (risos). E claro, falar de Tannat e Uruguai sempre nos remete a um dos mais tradicionais produtores do país: a sempre competente e confiável vinícola Bouza, uma de minhas favoritas.

Este exemplar foi elaborado com 100% de uvas Tannat da região de Las Violetas, Canelones e Melilla nos arredores de Montevidéu. A ficha técnica do site (completíssima por sinal – quem dera se todos produtores fossem assim) indica que 20% do vinho fermentou em barricas de carvalho francês. Continuar Lendo

Degustando um Top Uruguaio: Bouza Tannat B6 2011

Bouza_Tannat_B6_2011

Estimados amigos

Dia de post especial. Não é todos os dias – por motivos diversos – que temos a oportunidade de provar um vinho deste quilate. Em uma noite fria de inverno, numa curta semana de férias que pude descansar, achei que era hora de abrir este belíssimo Tannat. Não me arrependi, confesso.

Elaborado pela tradicional e competente Bodega Bouza (que muito aprecio e respeito), em produção limitada de somente 3950 garrafas Continuar Lendo

Bouza Merlot 2012 #cbe

Bouza_Merlot_2012

Estimados amigos.

Escrevo este post especialmente em alusão ao tema de março da CBE – a Confraria Brasileira de Enoblogs – proposto pelo amigo Victor Beltrami, que escreve um dos melhores blogs de vinho do Brasil, o Balaio do Victor. O tema é daqueles que empolga todo mundo de cara e deixa todos com um sorriso no rosto de orelha a orelha: “um vinho varietal tinto ou branco do Uruguai qualquer, menos Tannat.” Falou vinho, falou Uruguai, pronto, estou sorrindo 🙂

Quem pensa que o Uruguai só tem Tannat, está enganado totalmente. Uma rápida pesquisa até mesmo aqui em meu modesto blog – confira aqui – mostra que nosso querido vizinho elabora ótimos Tempranillo, Merlot, Pinot Noir e Alvarinhos, isso até onde meu conhecimento alcança. Opções é o que não faltam. Fui de Bouza, certamente um dos melhores produtores Uruguaios; típica escolha certeira (e foi). Passagem de oito meses por barricas de carvalho francês e pouco mais de 18 mil garrafas elaboradas, todas numeradas (esqueci de anotar o número da minha, fico devendo).  Vamos ao líquido!

Vinho de cor vermelho rubi, com bordas avermelhadas. Aromas intensos e perfumados, adocicados no começo – lembrando certa baunilha – mas se abrindo aos poucos revelando frutos vermelhos, geleia, especiarias (como cravo) e leves notas herbáceas. Bom conjunto olfativo. Em boca tem boa acidez e estrutura, com corpo mais para médio. Os taninos estão lá, rústicos, bem presentes e integrados, marcando toda a boca e secando o paladar. As notas frutadas confirmam o olfato. Álcool a 14 %, conferindo ao final certa potência, pedindo comida e chamando a próxima taça. Madeira discreta, sem se sobrepor em nenhum momento. Muito bem feito, sem defeitos.

Vinho de verdade, “sem açúcar” como gosto de dizer (gíria de enófilos…). Para se beber com gosto. Aprovadíssimo

Quanto custa? No Brasil é comercializado pela Importadora Decanter, que está vendendo a safra 2011 em seu site por 97 reais. Paguei 11 dólares em um free shop em Jaguarão, na fronteira com o Uruguai.

Saúde a todos!

Bouza Albarinho 2012 #cbe

 

Amigos, não nego, sou um apaixonado pelo Uruguai, suas praias paradisíacas, paisagens bucólicas e – claro – por seus vinhos. Se eu pudesse viajaria ao menos uma vez por mês ao nosso país vizinho para descansar, provar um belo Tannat e curtir uma bela vista da Playa de La Moza (quem nunca foi não sabe o que está perdendo…). Mas, salienta-se que, definitivamente, nem só de Tannat é que vive o Uruguai. Inclusive, muitos vinhos brancos têm-se destacado  e conquistado os enófilos mundo afora. O que hoje  apresento aos amigos é um belo exemplo.

Trata-se de um varietal elaborado 100% com a variedade Albarinho (ou Alvarinho, como quiserem), sendo que 15% do vinho estagiou em barricas de carvalho francês, conforme site da Bodega Bouza. O vinho ainda permaneceu por três meses em contato com as borras . As uvas são provenientes da região de Canelones, localizada ao norte de Montevidéu. Embora eu não conheça pessoalmente, tenho informações seguras de que uma visita à vinícola vale muito a pena; é uma das mais charmosas e tradicionais do Uruguai. Embora tenha uma produção em escala elevada, ainda consegue elaborar vinhos com tiragem mais limitada, como é o caso deste, que foram envasadas cerca de 25 mil unidades – número modesto para os padrões mundiais. Mas vamos ao líquido:

Cor amarelo palha claro, esverdeado. Aromas com boa complexidade. Notas de frutos brancos, certo floral, notas herbáceas e algo lembrando mel ou melado. Em boca é um vinho untuoso, mas também com uma boa acidez. Toque cítrico de frutas brancas presente. Cremosidade elevada, fazendo o vinho grudar na boca. Potente – e pedindo comida. Gastronômico. Grata experiência.

Quanto custa? 108 reais no site da importadora Decanter

Saúde e um ótimo final de semana  a todos!