Larentis Pinotage 2013

Larentis_pinotage_2013

Amigos, já visito o vale dos vinhedos a alguns anos, com relativa frequência e em diversas épocas do ano. Quase todas as vezes em que passo por aquelas belíssimas paisagens faço uma parada obrigatória na charmosa e convidativa vinícola familiar Larentis. Por duas razões básicas: primeiro, por ser uma das vinícolas que mais me cativam pela beleza de seu parreiral e pelo atendimento cordial e hospitaleiro. E segundo, pela grande qualidade aliada a custos atrativos de seus produtos: vinhos que nos agradam muito e fazem muito sucesso lá em casa – a exemplo dos bag in box, grandes pedidas para o dia a dia.

Sempre que fui à vinícola me deparei com este interessantíssimo Pinotage, casta difícil de ser encontrada no Brasil. A curiosidade me cativou a experimentá-lo com a devida calma, na tranquilidade e aconchego do lar (como costumo dizer), já que na vinícola sempre que provei, gostei muito do vinhoe ele me chamou a atenção. Continuar Lendo

Namaqua Pinotage 2010

Namacqua_Pinotage_2010

Amigos, tive a oportunidade de experimentar este vinho em uma bela degustação que fizemos no mês de maio, em mais um encontro da nossa Confraria Bom Vin. A degustação ocorreu na Sommelier Vinhos e foi apresentada pelo proprietário da loja, o sr. Cledi Sodré, que gentilmente selecionou vinhos de diversos países do novo mundo e nos proporcionou uma degustação bem didática, às cegas. Foi uma amostra de vinhos muito interessante, que contou com rótulos da Califórnia (um Zinfandel, que foi meu preferido), um Pinot da Nova Zelândia, um Syrah da Austrália e um corte GSM (Grenache, Syrah e Mouvédre), tradicional na terra dos cangurus. Além destes, me chamou a atenção este belo Pinotage, que resolvi levar para casa para provar com mais calma. Bela experiência, por sinal.

Este Namaqua é originário do “Vale dos Elefantes” (Olifants River), conhecido rio do país africano. A vinícola está situada na região de Matzikama. Tem 13,5% de álcool e pelo que li a respeito tem uma curta passagem por barricas de carvalho. No Brasil, o vinho é importado pela KMM. Vale lembrar que a Pinotage é um cruzamento das variedades Pinot Noir com a Hermitage, que gera esta uva tão singular (que aprecio muito), ícone da África do Sul. Vamos ao vinho!

Belíssima coloração rubi com leve transparência e reflexos grená. Aromas com boa complexidade e intensidade. Frutas negras maduras, com um toque herbáceo bem presente, lembrando aromas do campo. Em boca é um vinho de corpo leve, com ótima acidez. Frutas negras confirmando no paladar o olfato. Taninos elegantes, harmônicos, dando ao vinho uma certa sensação picante. Final um pouquinho fugaz, mas correto e agradável. Vinho muito saboroso e prazeroso de beber, daqueles que lhe convidam para a próxima taça.

Amigos, sou um pouco suspeito para dar a opinião final; este estilo de vinho tem sido ultimamente o que mais me cativa. É interessante observar isso; ainda mais esta semana em que o blog completa dois anos desde que foi criado – e de lá para cá, meu gosto mudou muito. Ao invés dos vinhos mais potentes e encorpados tenho preferido os deste estilo: mais sutis, agradáveis e gastronômicos, próprios para qualquer situação. De todo o modo, este sul-africano é uma excelente compra: está sendo vendido na faixa dos 49 reais no site da Sommelier Vinhos.  Aprovado.

A propósito, a loja da Sommelier Vinhos fica localizada na Rua Carlos Von Kozeritz e é muito bonita por sinal, vale a pena conhecer. Aproveito o post para agradecer ao sr. Cledi pela gentileza e dedicação dedicada a nossa confraria para preparar a degustação. Esperamos voltar algum dia, com certeza.

Confiram abaixo as fotos dos rótulos degustados:

Degustação_Sommelier_Vinhos_Beringer

Degustação_Sommelier_Vinhos_Down_Under

Degustação_Sommelier_Vinhos_Namacqua

Degustação_Sommelier_Vinhos_Oxford

Degustação_Sommelier_Vinhos_Sileni

 

Saúde a todos!

Avondale Pinotage 2009 #cbe

Amigos, o tema para a 68ª edição da CBE, a Confraria Brasileira de Enoblogs, foi desta vez sugerido pela confrade Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos, que propôs experimentarmos um “ vinho orgânico ou biodinâmico, de qualquer nacionalidade e faixa de preço”. No post anterior fiz uma introdução aos vinhos orgânicos e biodinâmicos (relembre), já que eu pouco sabia sobre o tema e queria mais informações. Escolhi para minha décima participação na CBE este vinho da África do Sul, elaborado na região de Paarl.

A Avondale é uma jovem vinícola sul-africana fundada no final da década de 90, que possui produção calcada nos moldes ecológicos e de sustentabilidade. Ouvi ótimos comentários da vinícola, sobretudo de seu Pinotage – uma casta híbrida francesa, resultante do cruzamento da Pinot Noir com a Hermitage. Resolvi experimentar, aproveitando para estrear esta uva aqui no blog, que é afinal a casta símbolo da África do sul. O vinho possui 13,5% de álcool e metade dele estagiou 5 meses em barricas de carvalho de segundo uso.

A garrafa possui bela apresentação. O rótulo apesar de simples é elegante, aparentemente feito de papel reciclado. O fechamento é com screw cap. Na taça o vinho apresentou uma bela coloração rubi avermelhada, com muitas lágrimas, quase transparentes. Aromas intensos e agradáveis, com boa complexidade. Predominância de frutas vermelhas e negras como amora e framboesa, além de um leve toque de madeira com uma certa lembrança de couro e algo vegetal. Álcool zero. Na boca vem a melhor parte. Vinho leve a mediano, com acidez marcante. Taninos firmes gerando sensação de especiarias e pimenta na ponta da língua. Frutado confirmando sensações do olfato. Final com certa potência denotando leve toque do carvalho, que durante todo o tempo esteve lá, mas sem se sobressair, como creio que deve ser.

Um vinho muito interessante, agradável e de personalidade, diferente dos que já havia experimentado. É marcante. Possivelmente um dos melhores vinhos que já comentei aqui no blog. Chama para a próxima taça. O preço também é convidativo: custa em torno de 50 reais; é importado pela Vinhos do Mundo.  Saúde a todos!

Nota: 5,0 (Excelente)