Tarapacá Gran Reserva Etiqueta Negra Cabernet Sauvignon 2010

 

Amigos, trazemos hoje um belo Cabernet Sauvignon elaborado por um dos mais tradicionais e competentes produtores Chilenos – a Viña Tarapacá, muito apreciada e conhecida aqui no Brasil. Este exemplar possui um belo rótulo escuro e é chamado de Etiqueta Negra, sendo um dos tops entre os tops da vinícola, por assim dizer.

O vinho é elaborado com uvas da Vale do Maipo, sendo que o exemplar goza inclusive da DO deste Terroir.  Estagiou por 14 meses em barricas de carvalho francês e americano. Continuar Lendo

Um Verdadeiro Clássico: Tarapaca Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2009

Tarapaca_Gran_Reserva_Cabernet_Sauvignon_2009

Amigos, temos que admitir que certos vinhos são verdadeiros clássicos. São aqueles rótulos tradicionais, que muitos já ouviram falar, vários já experimentaram e que sempre deixam aquela sensação de dever cumprido – e muito dificilmente desapontam. Vinhos assim, por mais comerciais que sejam, agradam o paladar da grande maioria dos consumidores. Tentando forçar a barra com uma analogia musical, é como aquela velha história das bandas metaleiras da década de 80: seus fãs podem até preferir os hits mais pesados e genuínos, mas ninguém nega que essas bandas se consagraram mesmo pelas baladas românticas – ditas “comerciais”, por muitos. Pois então, muitos vinhos também logram este prestígio, em cenário equivalente.

Este é o último dos rótulos da linha Gran Reserva da Viña Tarapacá que adquiri certa vez quando fiz compras na fronteira com o Uruguai (veja os links ao fim do artigo) e que hoje comento por aqui. Deixei o mais icônico por último, este tradicionalíssimo Cabernet Sauvignon elaborado com uvas do Valle del Maipo. Continuar Lendo

Tarapacá Gran Reserva Chardonnay 2010

Amigos, aqui em casa é mais ou menos assim: quando não estamos provando vinhos brasileiros, estamos degustando chilenos – e vice-versa. Acho que isto é natural para os enófilos recém iniciados, como me enquadro, especialmente pelo fato de que não conhecemos outras opções seguras ou também não temos tanto acesso a elas. Este rótulo por exemplo é um best buy da famosa vinícola chilena Tarapacá e pode ser facilmente encontrado em supermercados – via de regra, os poucos que já provamos se mostraram muito confiáveis e com boa relação qualidade-preço.

Este chardonnay tem uvas provenientes do Vale do Leyda, região bem conhecida por fornecer vinhos muito interessantes (aonde tem inclusive uma bela vinícola de mesmo nome). O vinho possui 14% de álcool e de acordo com o site tem uma breve passagem de 4 meses por barricas após passar por um período de envelhecimento sobre as borras. Mas vamos ao vinho:

Em taça apresentou uma bonita coloração amarelo palha dourado. No nariz as notas clássicas de abacaxi (lembrando sobretudo certa compota) muito presentes, além de algumas notas minerais. Interessante notar que não houve a predominância da madeira, nem dos seus predicados (que as vezes incomodam). Em boca é um vinho de boa acidez. Abacaxi presente confirmando o olfato. Untuoso e amanteigado. Final potente, com boa intensidade. Retrogosto intrigante, lembrando algo como própolis ou algo semelhante.

Vinho interessante, agradável e gastronômico. Há tempos queria provar um rótulo branco desta linha e este não faz feio pelo preço que custa – em torno de 45 reais. Vale a pena conferir – aqueles que estão iniciando nos vinhos brancos não se arrependerão. O Syrah desta linha, já comentado aqui (relembre), ainda é meu favorito.

Saúde!

Tarapacá Gran Reserva Carmenère 2010

Amigos, via de regra quando vamos ao supermercado com a intenção de comprar um vinho e não queremos correr grandes riscos acabamos sempre optando pelos rótulos clássicos, consagrados e seguros. Pessoalmente eu diria que a linha Gran Reserva da famosa vinícola chilena Tarapacá atende muito bem estas premissas – dificilmente alguém compra e sai insatisfeito ou decepcionado. Aqui no blog já passou um excelente Syrah (relembre) que impressionou bastante.

Este vinho é um corte de 95% de Carmenére com 5% de Petit Verdot, com álcool a 14,5%. As uvas são provenientes do Vale do Maipo. O vinho estagia por 8 meses em barricas de carvalho francês e americano e de acordo com o site da vinícola seu potencial de guarda é de 10 anos (!). Queria ter guardado o vinho por mais tempo, mas não resisti, (in)felizmente. Mas vamos ao líquido:

Em taça apresentou coloração rubi escuro, fechado, com reflexos levemente atijolados e lágrimas manchando as paredes da taça. No nariz uma intensa presença de aromas vegetais em primeiro plano, com forte lembrança de pimentão verde. Leve aroma de baunilha denunciando o carvalho. Aos poucos foram aparecendo leves notas de frutos negros maduros, como ameixa preta. Álcool sem aparecer. Em boca tem corpo médio a leve. Baixa acidez; macio e fácil de beber. Final com certa potência. Frutado aparecendo mais que no nariz, assim como um leve adocicado devido à madeira. Taninos gerando sensação de especiarias, pimenta, etc. Harmônico e agradável.

Apesar de não ser um entusiasta da Carmenére, achei o vinho muito interessante. Não tem tanta complexidade quanto o Syrah da mesma linha, mas é muito bem feito, chama a próxima taça e mantém a vontade de beber até o fim. Apesar da graduação alcoólica elevada, achei que o álcool nem deu as caras –ponto positivo. Custa em torno de 45 reais, com boa relação custo-benefício.

Saúde!

Nota: 4,0 (Muito Bom)